Ontem foi um dia importante para se repensar a história. Há 70 anos, em um 1° de setembro de 1939, a Wehrmacht, dispondo de suas melhores unidades de guerra, quebrou o silêncio de uma madrugada serena e rompeu a fronteira com a Polônia, em uma operação que ficou conhecida como Operação Fall Weiss. Estava iniciada a Segunda Guerra Mundial, uma guerra que mudaria para sempre os rumos da humanidade.
Pela primeira vez na história do homem, uma guerra causava mais danos a civis do que a militares, um indicador de dimensão catastrófica do conflito. Foram mais de 100 milhões de militares envolvidos diretamente, aproximadamente 50 milhões de mortes e outros milhões de feridos. Na Europa do pós-guerra, a paisagem era de destruição total: linhas férreas destruídas, refugiados, deslocados de guerra, mercado negro, inflação, desemprego, doenças e uma rede de comunicação em frangalhos.
Hoje, passadas sete décadas desde o início das hostilidades, momentos de celebração não podem ser monumentalizados, mas servir de pretexto para se repensar as bases sob as quais a civilização moderna tem se edificado. O fascismo e o totalitarismo ainda são problemas que nos espreitam.

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