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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências

Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.
O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

O Ciclo Junino
Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.
Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.
Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa.
Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.
Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.

Santo Antônio - 13 de junho
Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.
Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.
Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.
Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:
"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.
Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".
Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

São João - 24 de junho
Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.
No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

São Pedro - 29 de junho
O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.
No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

Quadrilha
O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" .

A DANÇA DA QUADRILHA:
A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores.

Os comandos mais utilizados são:
BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.
É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa,
ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.
RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.
TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.

Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:
01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.
02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS"
Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.
03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS"
As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.
04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO
Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo. Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa,
05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO
Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas ospares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.
06. GRANDE PASSEIO
As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.
07. TROCAR DE DAMA
Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.
08. TROCAR DE CAVALHEIRO
O mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.
09. O TÚNEL
Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.
10. ANAVAN TUR
A doma e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.
11. CAMINHO DA ROÇA
Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.
12. OLHA A COBRA
Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo. Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.
13. É MENTIRA
Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.
14. CARACOL
Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.
15. DESVIAR
É o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.
16. A GRANDE RODA
A fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos. Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.
17. COROAR DAMAS
Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.
18. COROAR CAVALHEIROS
Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.
19. DUAS RODAS
As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!
20. REFORMAR A GRANDE RODA
Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.
21. DESPEDIDA
De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.

domingo, 20 de junho de 2010

Series confirmadas na Comic-Con 2010

A Comic-Con é definitivamente um dos eventos mais esperados por série maníacos e cinéfilos, e como não poderia deixar de ser, a edição desse ano promete ser ainda melhor do que a do ano passado. E abaixo, você confere as séries que já com presença garantida em San Diego.

FOX
Glee, Bones, Human Target, Fringe, Bobs Burgers, Terra Nova, Simpsons, Family Guy, Cleveland Show, American Dad

NBC
The Cape, The Event, Chuck

ABC
No Ordinary Family, Castle , V

THE CW
Vampire Diaries, Nikita, Smallville, Supernatural

CBS
Hawaii Five-0, The Big Bang Theory

FX
Archer, It’s Always Sunny in Philadelphia, Sons of Anarchy

USA
White Collar, Psych, Burn Notice

COMEDY CENTRAL
Futurama

SHOWTIME
Dexter

HBO
True Blood

STARZ
Spartacus

AMC
The Walking Dead

TBS
Neighbors From Hell

SYFY
Eureka

Texto Reflexivo II

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

Textos Reflexivos I

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Augusto Cury

sábado, 19 de junho de 2010

O suicídio em redes sociais

Você já enfrentou problemas de privacidade em redes sociais? O simples ato de compartilhar informações online com amigos e familiares pode se tornar um grande problema de privacidade

Quando recebemos o convite de algum amigo ou resolvemos ingressar em alguma rede social por vontade própria, raramente lemos os termos e condições que são exibidos durante o cadastro e sabemos o que está escrito ali. Muitas empresas usam suas informações pessoais, hábitos de navegação e outros detalhes para exibir anúncios, links patrocinados e campanhas publicitárias que estão de acordo com seus gostos e hábitos de consumo. Afinal, as redes sociais são serviços gratuitos e as empresas precisam lucrar (monetizar) de alguma forma; então, oferecem os serviços gratuitamente e os usuários liberam suas informações, hábitos e detalhes para receber anúncios de acordo com seu perfil.

As redes sociais podem ser uma ótima ferramenta, se você souber usá-las corretamente, para conhecer pessoas com mesmos hábitos, hobbies, procurar oportunidades de emprego ou aprender e praticar um outro idioma. Você pode fazer tudo isso sem se expor totalmente e selecionando bem as pessoas que participam de seus grupos. Informações sigilosas ou muito pessoais (como seu endereço, por exemplo) devem ser evitadas.

Recentemente, o Facebook foi criticado por falhas de segurança e problemas de privacidade, por os dados pessoais de usuários terem sido expostos de forma indevida. Isso levou ao encerramento de várias contas e muita gente saiu dessa rede social (o que ficou conhecido no Brasil como "facebookcídio"). Acontece que o simples fato de cancelar o serviço nem sempre remove todas suas informações do sistema. Suas mensagens de comunidades, fotos e até detalhes pessoais podem ainda estar presentes em comunidades, grupos e páginas internas das redes sociais, mesmo depois do pedido de cancelamento da conta. As redes sociais facilitam sua entrada, mas nem sempre facilitam a saída.

Devido a essa dificuldade em cancelar contas e cometer o "suicídio virtual" em redes sociais, um grupo criou o site Web 2.0 Suicide Machine - http://suicidemachine.org, que ajuda usuários insatisfeitos com as constantes falhas de segurança a cancelarem totalmente suas contas, apagando todos os dados pessoais e removendo definitivamente suas informações de fóruns e comunidades. Segundo o autor do site, se você tiver 1000 amigos no Facebook e participar ativamente de diversas comunidades, poderia demorar quase 10 horas para remover totalmente suas informações do Facebook (entre apagar mensagens, remover os amigos, sair de comunidades, apagar scraps enviados etc.), enquanto que o site suicidemachine.org faz esse serviço por você em menos de 1 hora. Além do Facebook, o site pode ajudar você a cancelar sua conta de MySpace, LinkedIn e Twitter.

Antes de cometer o suicídio em redes sociais, é necessário avaliar se as informações que você deixa disponíveis para seus amigos podem ser uma ameaça ou não à sua privacidade. É necessário equilibrar os benefícios das redes sociais (como uma melhor colocação profissional, encontrar amigos antigos, se divertir em comunidades) versus a exposição de suas informações. Uma simples mudança de hábito, como remover endereço, número de telefone celular e evitar escrever sobre assuntos muitos pessoais pode intensificar sua participação nas diversas redes sociais sem uma grande exposição.

Você também é responsável pela segurança de sua conta nas redes sociais. Escolha senhas fortes e use uma senha diferente para cada serviço online. Existem vários softwares disponíveis para ajudar na escolha de boas senhas, como por exemplo o Password Generator . Use sempre a versão mais atualizada do Mozilla Firefox 3.6.3 , Google Chrome 5 , Safari 5 ou Internet Explorer . Mantenha seu computador e antivírus sempre atualizados. Jamais clique em links suspeitos: muitos links possuem códigos JavaScript ou páginas falsas, que levam o usuário a digitar seu login e senha em páginas clonadas, idênticas às originais, mas que servem apenas para roubar seus dados pessoais. Se tiver dúvida de que caiu em alguma dessas páginas falsas, troque sua senha imediatamente.

Com alguns cuidados, redes sociais podem ser ótimas ferramentas para crescimento pessoal e profissional. Basta tomar esses cuidados com a segurança e excesso de exposição de informações pessoais.

Morre José Saramago. Conheça um pouco a sua obra e acesse o Domínio Público, a biblioteca digital do governo brasileiro

Baixe "Este mundo da injustiça globalizada", texto lido por José Saramago no Fórum Social Mundial de 2002. O autor é considerado um dos ícones da literatura contemporânea

Faleceu dia 18/06 o escritor português José Saramago, aos 87 anos, em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. O escritor foi vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1998 e nasceu em 1922 em Azinga. Segundo sua mulher, Saramago sentiu-se mal após o café da manhã e recebeu auxílio médico logo em seguida. Saramago sofria de leucemia há alguns anos e não resistiu, mesmo com a ajuda dos médicos.

Autor de clássicos como "Ensaio sobre a cegueira", "O Homem Duplicado", " O ano da morte de Ricardo Reis" e " O evangelho segundo Jesus Cristo", José Saramago foi o único a ganhar um prêmio Nobel com uma obra em português. Seus livros eram peculiares, sempre escritos em parágrafos longos e com pontuação escassa.

Este mundo da injustiça globalizada é um texto escrito por José Saramago e foi lido na cerimônia de encerramento do Fórum Social Mundial de 2002. O arquivo está em formato PDF, pode ser baixado e lido totalmente grátis no computador. O texto curto, com apenas seis páginas, é uma chance para iniciar-se em sua obra.

O arquivo é disponibilizado pelo projeto Domínio Público . Trata-se de uma biblioteca digital, criada pelo governo, que tem como objetivo difundir o conteúdo de livros de domínio público e possui mais de 10.000 arquivos em formato de texto, a maioria em português. O serviço conta com contribuições de diferentes universidades brasileiras e organizações internacionais, como a Unesco.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Relembrando a 100ª Postagem.

"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummond de Andrade)
"Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce)
"Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos." (Autor desconhecido)
"Festejar, comemorar, comer e beber bastante nas festas de final de ano não é o que engorda, o que realmente engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, e sim, aquilo que comemos entre o Ano Novo e o Natal." (Autor desconhecido)
"Alegrias para um ano novo e outra chance para nós acertarmos." (Oprah Winfrey)
"As pessoas estão tão preocupadas sobre o que eles comerão entre o Natal e o ano novo, mas eles realmente deveriam estar preocupados sobre o que eles comem entre o ano novo e o Natal." (Autor desconhecido)
"O Dia de ano novo é o aniversário de todo homem." (Charles Lamb)
"De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás." (Autor desconhecido)
"Se chovesse felicidade, eu lhe desejaria uma tempestade. Feliz Ano Novo!" (Autor desconhecido)
             "O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. 
             É que nós deveríamos ter uma alma nova." (Gilbert Keith Chesterton)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Alemanha é o destaque da primeira rodada do Mundial

Pior média de gols da história e zebra no último jogo marcaram a rodada
Seleção da Alemanha surpreendeu e goleou por 4 a 0.
A primeira rodada da Copa do Mundo terminou com uma grande surpresa. A zebra, animal tipicamente africano, apareceu pela primeira vez na Copa. A Seleção da Espanha, considerada uma das favoritas para a conquista do título, foi derrotada pela Suíça por 1 a 0.
Outra surpresa foi o pequeno número de gols neste Mundial. A média de gols desta rodada, 1,56 por jogo, é bem menor que a pior média de gols em Copas até hoje, 2,21 por partida em 1990, na Itália.
Pelo jeito, os atacantes ainda não se acostumaram com a Jabulani. Criticada antes da competição, a bola tem sofrido com a falta de pontaria dos atacantes e com a retranca das seleções na África do Sul.
O destaque da rodada ficou para a Seleção da Alemanha, a única a conseguir marcar mais de dois gols. Os alemães golearam a Austrália por 4 a 0, jogando um futebol bonito e eficiente, e se credenciaram como um dos favoritos à conquista do Mundial.

Grupo A
Na abertura da Copa do Mundo, África do Sul e México se enfrentaram. A seleção da casa, muito nervosa no primeiro tempo, foi dominada pelo México, mas, no segundo tempo, voltou melhor e marcou primeiro com Tshabalala. Mesmo assim o México não desistiu e empatou o jogo, aproveitando falha da defesa sulafricana. No fim, o empate por 1 a 1 foi justo.
No outro jogo do grupo, Uruguai e França fizeram um duelo de campeões mundias. Mas, o que prometia ser um dos grandes jogos desta primeira fase da Copa, acabou sendo uma decepção. As duas equipes estavam mal tecnicamente, errando muitos passes. Poucas chances foram criadas e o jogo acabou mesmo 0 a 0.
Com tudo igual na classificação do grupo, a África do Sul enfrenta o Uruguai para tentar manter acesa a esperança de classificação. A França pega o México e precisa vencer para não correr o risco de repetir o vexame de 2002, quando a então campeã mundial foi eliminada na primeira fase da Copa sem marcar nenhum gol.

Grupo B
O Grupo B mostrou duas equipes muito fortes (Argentina e Coreia do Sul), uma que pode assustar (Nigéria) e uma baba (Grécia). A Argentina conseguiu apenas uma vitória apertada sobre a Nigéria: 1 a 0. Já os sul-coreanos venceram sem sustos a Grécia por 2 a 0 e estão na liderança do grupo.
Os hermanos jogaram bem, mas pararam no excelente goleiro Enyeama. Messi finalmente fez uma boa partida pela seleção e levou perigo ao gol nigeriano em muitas oportunidades. Porém, o gol argentino foi ilegal: o árbitro não marcou falta de Samuel, que não deixou o zagueiro chegar em Heinze, que fez de cabeça. A Nigéria tem um ótimo goleiro, porém, não tem um ataque que coloque medo em ninguém.
A Coreia do Sul pegou a baba do grupo. A Grécia, que nunca marcou um gol em Mundiais, deve manter a marca. Os campeões da Eurocopa de 2004 não assustaram e o time liderado por Ji Sun Park. Na próxima rodada definição da liderança: Argentina x Coreia do Sul. A Nigéria pode marcar seu primeiros pontos contra os gregos.

Grupo C
Inglaterra e Estados Unidos fizeram a primeira partida do Grupo C. Um jogo tenso, não pela partida em si, mas pelo risco de um atentado terrorista. Poucos minutos antes da partida, o estádio de Rustenburgo passou por uma revista geral e foi liberado para a partida, que transcorreu com tranquilidade.
Os ingleses chegaram na Copa como um dos favoritos ao título, mas, nessa primeira partida, não mostraram futebol digno de um campeão mundial. Eles até começaram bem, com Gerrard abrindo o plcara aos 4 minutos do primeiro tempo. Mas, com Rooney apagado e uma boa atuação do goleiro americano Howard, a Inglaterra não conseguia ampliar a vantagem. O empate americana veio em um frangaço. O meia Dempsey arriscou de fora da área e o goleiro Green deixou a bola escorregar de suas mão e parar no fundo do gol.
Argélia e Eslovênia fizeram o outro jogo do grupo e uma das piores apresentações até agora no mundial. Os dois times eram muito fracos tecnicamenete e, para muitos, a atuação da Seleção da Argélia foi decepcionante. O capitão Koren marcou o gol da vitória da Eslovênia por 1 a 0 e deu um passo importante para a classificação para a próxima fase da Copa.
Agora, os Estados Unidos enfrentam a Eslovênia e precisam de uma vitória a qualquer custo para se classificar para a próxima fase do Mundial. Já a Inglaterra pega a Argélia para mostrar que pode sim lutar pelo título da Copa do Mundo.

Grupo D
O grande destaque da primeira rodada da Copa do Mundo foi a Alemanha, que conseguiu uma bela goleada de 4 a 0 sobre a Austrália. Muito tradicional, os tricampeões mundiais nem estavam entre a lista de favoritos de muitos especialistas antes do Mundial.
Os australianos não são um adversário tão fraco como se pode imaginar. Com a base do time que chegou às oitavas de final da Copa de 2006, os Socceroos não conseguiram jogar contra o time liderado por Özil. O atacante Klose marcou um na partida e está com quatro a menos que Ronaldo, maior artilheiro da História dos Mundiais.
No outro jogo do Grupo D, Gana conseguiu uma boa vitória por 1 a 0 sobre Gana, com um gol de pênalti aos 43 minutos do segundo tempo. Na próxima rodada, os alemães enfrentam a Sérvia, que não mostrou ser um adversário de qualidade, ao contrário do que muitos esperavam, e os ganeses encaram a Austrália. Em caso de vitória da Alemanha e de Gana, os dois se classificam para as oitavas.

Grupo E
Tinha um jogo que prometia muito no Grupo E: Holanda x Dinamarca. A partida não foi tão boa assim, mas os holandeses mostraram sua força e conseguiram uma vitória por 2 a 0. Já o Japão conseguiu uma vitória magra por 1 a 0 sobre Camarões em um jogo muito ruim.
Pelo que mostraram antes do Mundial, os holandeses chegaram à África do Sul como um dos favoritos ao título. Ainda sem Robben, que se recupera de lesão, a laranja mecanica não jogou tão bem assim. Faltou movimentação no ataque, principalmente o Van Persie, e a vitória veio com um gol contra e outro de Kuyt, que aproveitou cochilo da zaga.
Já no outro jogo, os torcedores esperavam uma boa participação de Eto'o, que, jogando fora de posição, foi muito mal. Os japoneses, que encaram a Holanda conseguiram um gol com Honda e levaram os três pontos. No outro jogo, Camarões enfrenta a Dinamarca.

Grupo F
Tetracampeã do mundo, a Itália não foi bem no começo da campanha rumo ao penta. Quem acompanhou as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa já sabia que o time do Paraguai é bastante competitivo, por isso, as seleções não sairam de um empate em 1 a 1. Este também foi o resultado da outra partida do grupo, entre Nova Zelândia e Eslováquia.
A Azzurra teve dificuldade no primeiro jogo. Confirmou o que já esperavam os especialistas: um time que não tem um bom ataque. O Paraguai fez uma boa partida e marcou primeiro e só não venceu, pois o goleiro Villar falhou.
Não tinha como esperar muito de um jogo entre Nova Zelândia e Eslováquia. Em uma partida muito ruim, dois gols irregulares validados pelo mesmo bandeira. Em dois lances de impedimento, um gol de cabeça para cada lado. Os neozelandeses marcaram apenas no último minuto do jogo. A Itália encara a Nova Zelândia e a Eslováquia enfrenta o Paraguai na segunda rodada.

Grupo G
A Seleção Brasileira não foi bem como os treinos secretos de Dunga prometiam. Depois de um primeiro tempo muito ruim, o Brasil conseguiu melhorar na segunda etapa e venceu a Coreia do Norte por 2 a 1. No outro jogo do Grupo G, um empate muito ruim entre Costa do Marfim e Portugal em 0 a 0.
A Seleção não esperava tanto problema na estreia contra a Coreia do Norte, seleção pior colocada dentre as 32 do Mundial no ranking da Fifa. A vitória começou com um gol de sorte e visão do lateral Maicon - melhor do jogo - e Elano ampliou após lindo passe de Robinho. Os norte-coreanos, que atacaram mais do que se esperava, descontaram no fim do jogo.
É verdade que Drogba começou no banco de reservas no confronto de sua seleção com Portugal, mas o jogo foi muito abaixo do que os torcedores esperavam. Muita violência por parte da Costa do Marfim e uma bola na trave de Cristiano Ronaldo. Esse foi o jogo de estreia dos adversários do Brasil. A Seleção encara a Costa do Marfim, enquanto Portugal enfrenta a Coreia do Norte na segunda rodada.

Grupo H
Uma das favoritas ao título do Mundial, a Espanha, foi surpeendida em sua estreia na Copa do Mundo de 2010. Apesar de dominar a partida, quem abriu o placar foi a Suíça, em um rápido contra-ataque. Depois disso, os suíços se fecharam na defesa e consegiuram sair de campo com a vitória por 1 a 0. Protagonizando a primeira grande zebra dao Mundial.
Com a vitória do Chile por 1 a 0 sobre Honduras, a Fúria vê seus principais adversários do grupo dispararem na liderança. Agora os espanhóis tem de conseguir Honduras na próxima rodada para não correr o risco de ficar precocemente fora da Copa.
Enquanto isso, o Chile sonha com a classificação em primeiro do grupo e com uma vitória na próxima rodada, contra a Suíça, dá um grande passo para a sua chegar às oitavas de final.

terça-feira, 15 de junho de 2010

1.100 livros da biblioteca de Mindlin, no seu computador

Há duas bibliotecas em construção na USP para abrigar 17 mil títulos doados pelo empresário e bibliófilo José Mindlin, morto aos 95 anos, no dia 28 de fevereiro de 2010. A primeira, de concreto, pode demorar um ano para ficar pronta. A outra, virtual, está funcionando. Já tem disponíveis cerca de 3.500 documentos, dos quais 1.100 livros.
Ela pode ser acessada pelo link http://www.brasiliana.usp.br/ .
Entre eles, há muita raridade. Só como aperitivo, pode-se citar todas as primeiras edições da obra completa de Machado de Assis, José de Alencar, Gonçalves Dias, Casemiro de Abreu, Augusto dos Anjos e da poetisa paulista Francisca Júlia da Silva.
Em algumas semanas, os 42 volumes escritos por Joaquim Nabuco deverão estar digitalizados, em três blocos (dependendo, em alguns casos, dos limites do direito autoral). Além de autores conhecidos, há livros raros, manuscritos, gravuras, relacionados à História do Brasil e outros temas culturais.      
   A biblioteca é chamada Brasiliana, por conter na essência obras relacionadas à literatura brasileira e à portuguesa. O nome completo inclui o da mulher de Mindlin, Guita, também falecida: Biblioteca Brasiliana da USP Guita e José Mindlin. O acervo que o bibliófilo reuniu durante 83 anos, desde 1927, constitui-se de 38 mil títulos. A parte brasiliana tem as 17 mil obras agora doadas.
  Quando a biblioteca de concreto (20 mil metros quadrados) estiver pronta e funcionando, muitas de suas obras raras não serão acessíveis ao público. O professor de História do Brasil Colonial da USP Pedro Luiz Puntoni, diretor da nova biblioteca, explica que isso é prática comum no mundo.
   O cuidado é para preservar a obra. Se um freqüentador pedir uma primeira edição de Machado de Assis, receberá uma orientação: dirigir-se aos computadores. “O texto será digitalizado e colocado on line”, diz Puntoni. “Se for um estudioso, alguém que precise ver o livro físico, o caso será estudado.”
   A decisão caberá à curadora da coleção, Cristina Antunes. Ela tem intimidade com o acervo: cuidou da biblioteca de José Mindlin durante trinta anos.
   “Temos 12 mil alunos na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e mais 2 mil da pós graduação”, diz o professor Puntoni. “Se cem alunos quiserem pegar Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa) dia sim, dia não, o livro acaba.” A tentação pode ser grande. Os originais da consagrada obra, de 1956, datilografados e rabiscados pelo autor, estarão no acervo físico da biblioteca.
   Mas não no virtual, devido aos direitos autorais (só liberados 70 anos depois da morte de um autor). Rosa morreu em 1967, há 42 anos.
  Outro problema são os volumes dos modernistas, como Mário de Andrade. No começo do século passado, o papel dos livros era branqueado com uma argila, o caulim. “Usaram muito caulim, e o papel ficou quebradiço”, diz o professor.
   A primeira edição de Macunaíma, de Mário de Andrade, de 1928, está quebradiça. Restaram poucas primeiras edições dos modernistas, diz Puntoni. A previsão dele para as primeiras edições dessas obras é drástica: “Elas vão desaparecer”.
   O estado com que os livros de Mindlin chegaram aos dias de hoje – perfeitos – deve-se à sua mulher, Guita. Ela especializou-se em restauro de livros. Tinha um laboratório em casa, passava o dia trabalhando, dava aulas. “Formou gerações de restauradores”, diz Puntoni. Submetia os livros do marido a um restauro preventivo.
   Guita tinha sua própria biblioteca, onde predominavam publicações sobre sua especialidade. Elas ocupam um cômodo inteiro. Esse acervo também foi doado para a USP.
Dará suporte para um centro de preservação e restauro. Os planos são de que, no futuro, o centro seja uma escola de restauradores.
  Outro projeto é de que a biblioteca tenha não só os livros doados por José Mindlin, mas também reúna os acervos de toda a USP.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Reformulação do Ensino da História

A tal da outra história


De tanto ver livros, filmes ou matérias que alardeiam revelar uma parte da história ‘que você nunca aprendeu na escola’, nossa colunista fala sobre como o ensino da disciplina mudou – e lembra aos adultos que muito da história que aprenderam ficou no passado.

Por: Keila Grinberg

A história do Brasil está na moda. Ou, pelo menos, na mídia. Na televisão, novelas e minisséries retratam diversos momentos do passado; nos cinemas, filmes com tramas históricas já são comuns; até CDs – estou lembrando do Noites do Norte, do Caetano (2000), inspirado na obra de Joaquim Nabuco – incorporaram temas da história do Brasil em suas composições.
É bem possível que seus filhos estejam familiarizados com aquele assunto sobre o qual você nunca ouviu falarIsso sem contar as agências de viagem, que começam a explorar o turismo eco-histórico, as exposições dos museus e centros culturais e as vitrines de livrarias, repletas de lançamentos, coleções e dicionários de história do Brasil. Até parece que, de repente, todo mundo passou a se interessar pela história do Brasil. O que é ótimo.
Ainda assim, são comuns anúncios de livros e filmes do tipo “você vai conhecer a história que seu professor nunca lhe ensinou”. Quem, ao se deparar com uma novidade interessante na livraria, nunca pensou: mas por que eu nunca aprendi isto na escola?
Pois bem, se você não frequenta mais a escola, aí vai uma novidade: é bem possível que seus filhos, ou os filhos de seus filhos, estejam familiarizados com aquele assunto sobre o qual você nunca ouviu falar. E mais: é provável que eles tenham aprendido isso justamente na escola.

Noção simplista

Que não me entendam mal: em princípio, nada contra o livro. Não sou daquelas historiadoras que acham que a história pertence aos historiadores. Também não engrosso o coro – comum no meio acadêmico – de que livros de história escritos por jornalistas não prestam, pelo contrário.
O ensino de história do Brasil nas escolas passou, nas últimas décadas, por uma quase revolução – ainda que silenciosaBoa parte dos historiadores profissionais volta as costas para a divulgação do conhecimento histórico e deixa de aprender com aqueles que fazem textos de história serem agradáveis, saborosos – e até lidos! – sem que isso envolva a simplificação de suas análises.
A implicância aqui é com a estratégia de divulgação. Que, no caso, revela um grande desconhecimento acerca do ensino de história do Brasil nas escolas do ensino médio e fundamental, que passou, nas últimas décadas, por uma quase revolução – ainda que silenciosa.
A sucessão de nomes e datas pela qual o ensino da disciplina é conhecido ainda hoje foi substituída, nas décadas de 1960 e 1970, por um ensino que privilegiava as grandes transformações econômicas.
No primeiro modelo, reis e rainhas, grandes líderes e generais, eram responsáveis pelas mudanças no rumo das vidas de populações inteiras; no segundo, a luta de classes – o embate entre as formas da revolução e as forças da reação, como se dizia então – era considerada o motor do movimento na história.
Se esta última era uma história militante, que representava o combate ao regime militar no país para muitos docentes, do ponto de vista de quem aprendia elas eram, ambas as histórias, pouco interessantes – principalmente por serem distantes de seus referenciais cotidianos.
De lá para cá, o ensino de história do Brasil continuou mudando. A partir do início dos anos 80, com o processo de redemocratização no país e a proliferação de cursos de pós-graduação, novos temas e objetos foram incorporados às discussões na sala de aula.
O ensino que antes vivia de heróis agora privilegia o homem comum, seus hábitos e crençasInfluenciados pela historiografia francesa – a chamada Nova História – e pelos historiadores marxistas britânicos – principalmente através da história social do trabalho –, os professores começaram a ministrar aulas de história das lutas pelos direitos de cidadania, do movimento operário, das mulheres, dos negros e de outras minorias que perfazem a maioria da população deste país.
O ensino que antes vivia de heróis agora privilegia o homem comum, seus hábitos e crenças. O aluno que vivia distante da história que estudava agora pode se reconhecer, e a seus familiares, nos personagens que habitam seus livros.
Cultura popular e cotidiano, alguns dos assuntos que há algum tempo já são temas de teses acadêmicas, chegam aos livros didáticos e também ao mercado editorial.
Longe de mim pintar um mar de rosas acerca do ensino do que quer que seja – quanto mais do de história. Mas não se pode negar que a introdução de novos temas, objetos e abordagens, se não revolucionou o ensino da disciplina – ainda há muito o que fazer acerca dos métodos de se dar aulas, por exemplo –, alterou substancialmente o conteúdo das aulas.
A história do Brasil ensinada hoje não só é mais interessante, como muito mais antenada nas questões de seu tempoA história do Brasil para quem estuda na escola hoje talvez ainda não seja a ideal. Mas é totalmente diferente daquela que se aprendia há tempos atrás. Ela não só é mais interessante, como é muito mais antenada nas questões de seu próprio tempo.
Por isso, ficar insistindo que aquele filme ou tal livro é bom porque conta a história “que ninguém ensina” só serve para desqualificar os historiadores, os professores e as próprias escolas. Infelizmente, este é um fenômeno que parece sempre estar na moda. E na mídia.

Keila Grinberg

Departamento de História

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Cientistas afirmam ter achado energia que deu origem à vida

Um embrião de Caenorhabditis elegans (nematoide) se divide em quatro células. De verde, é destacado o DNA do embrião. Para todas as formas de vida, são necessárias moléculas que transportam energia, chamadas de ATP. Contudo, os cientistas tentam descobrir como a primeira forma de vida conseguia energia antes da ATP
Reduzir Normal Aumentar Imprimir Uma pesquisa da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e de Nova York, nos Estados Unidos, afirma que um elemento chamado de pirofosfito pode ter sido a fonte de energia que possibilitou o aparecimento da vida na Terra. A diferença nesta forma de energia é que ela não precisaria de enzimas para ser transportada, como hoje é feito nas demais formas de vida. As informações são do Live Science.
Da menor bactéria ao complexo corpo humano, todos os seres vivos precisam de moléculas que transportam energia, chamadas de ATP. Ela é capaz de estocar energia de uma maneira que a matéria orgânica possa utilizar. "Você precisa de enzimas para fazer ATP, e você precisa de ATP para fazer enzimas", diz o pesquisador Terence Kee, da Universidade de Leeds.
"A questão é: de onde veio a energia antes de essas duas coisas existirem? Nós pensamos que a resposta está em moléculas simples, como o pirofosfito, que é quimicamente muito similar à ATP, mas tem potencial de transferir energia sem enzimas", diz o pesquisador.
Teorias anteriores acreditavam que o pirofosfato era um predecessor para o mais complexo porém mais eficiente ATP. O pirofosfito, por outro lado, é um elemento mais difícil de ser encontrado. "Até na minha busca no Google, eu recebo a pergunta: 'você não quis dizer pirofosfato?'", afirma o pesquisador Robert Shapiro, da Universidade de Nova York.
A molécula de fosfato é composta de quatro átomos de oxigênio com um átomo central de fósforo e está presente em todas as células vivas. Quando dois fosfatos se combinam e perdem uma molécula de água, eles formam pirofosfato, o que torna esse elemento mais abundante. Contudo, os pesquisadores afirmam que isso "não responde a algumas perguntas (sobre a fonte de energia da primeira forma de vida)". A diferença entre os dois é que o pirofosfito tem átomos de hidrogênio no lugar de alguns de oxigênio.
Segundo Kee, há dois problemas principais com o pirofosfato: ele não pode ser encontrado em grande quantidade em registros geológicos minerais e ele não funciona bem sem catalisadores (que não são encontrados ao seu redor). Ainda de acordo com a pesquisa, o pirofosfito é "relativamente simples de ser preparado a partir de minerais que se sabe existir em meteoritos". Apesar de sua fácil produção, o elemento é raro, existem apenas três tipos de minerais de pirofosfito, enquanto há diversos de pirofosfato.
O pesquisador diz ainda que as capacidades dos pirofosfitos são bem conhecidas, o que torna estranho não ter existido ainda uma teoria sobre seu envolvimento com o surgimento da vida. "Eu suspeito que isso tenha ocorrido porque ninguém considerou a necessidade disso (do pirofosfito) ou que ele seria acessível pré-bioticamente", diz o pesquisador. Shapiro afirma que, interessantemente, as máquinas que produzem DNA artificial para experimentos geralmente utilizam pirofosfito no processo.

domingo, 13 de junho de 2010

Lula e Dunga

O Brasil que estréia na terça-feira na África do Sul tem sido alvo de todo tipo de crítica. São poucos os que, de alma e coração abertos, se entusiasmam com esta seleção verde-amarela. Paira no ar um clima estranho de quase unanimidade, só que contra. Mas até o zangado Dunga, xingado e mal tratado pela maioria, tem sabido lidar melhor com as vozes discordantes do que o presidente Lula e seus fanáticos torcedores. E olha que Lula tem quase unanimidade a favor.
O ambiente é de absoluta intolerância. Aqueles que ousam simplesmente relatar fatos adversos ou apontar erros do presidente e de sua candidata Dilma Rousseff são tratados como antipatrióticos, inimigos da nação. Contraditar, contrapor, criticar é crime. Denúncia, então, por maiores que sejam os malfeitos, nem pensar. E olha que Lula tem quase unanimidade a favor.
Mas Lula parece não se contentar com a quase unanimidade. Quer mais e a qualquer preço. Nem que para tal tenha de mentir, inventar verdades, falsear, instigar e incitar o ódio contra a minoria. E o faz sem qualquer constrangimento. Quando fere a lei convence os seus torcedores que o erro não é dele, mas da lei; quando é pego na boca da botija, como na confissão de caixa 2 do seu então marqueteiro Duda Mendonça, socializa o prejuízo.
Qualquer flagrante dos pecados de Lula, de seus asseclas ou de sua candidata é uma ação orquestrada e golpista, não raro produzida nas redações dos grandes jornais, na TV Globo, em alguns blogs taxados de “vendidos”, ou na revista Veja.
Ainda que irracional, até se compreenderia – com algum desconto pela infantilidade - se os torcedores de Lula atirassem seus petardos nos donos das empresas jornalísticas. Mas, cegos e tacanhos, agridem os jornalistas que nelas trabalham. Talvez não saibam ou fingem não saber, que os grandes expoentes da comunicação de Lula e da campanha de Dilma, aprenderam, cresceram e, até pouco tempo atrás, brilharam no que eles chamam de mídia golpista.
Exemplos não faltam. Pela cartilha do fanatismo lulista, a culpa pela contratação de arapongas para preparar um dossiê capaz de eliminar rivais internos da campanha petista e bombardear o principal opositor não é dos agentes da própria campanha, mas da Veja, do jornal O Estado de S. Paulo, da Folha de S. Paulo, de O Globo, do Blog do Noblat. Critica-se a denúncia, os jornalistas que denunciaram, e pronto, tudo resolvido.
No máximo, os envolvidos na trapalhada de agora serão chamados, carinhosamente, de aloprados, alcunha criada por Lula para os negociadores do dossiê de 2006. Registre-se que mesmo com fotos policiais da dinheirama, os aloprados daquela época - um deles unha e carne do senador e candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloízio Mercadante – continuam livres, leves e soltos. Como carregam a credencial da quase unanimidade de Lula, eles serão, para sempre, apenas aloprados. E final de conversa.
Cumpre-se com rigor a regra máxima inaugurada pelo quase unânime governo Lula: perdão absoluto para os amigos do peito e os de ocasião, como os senadores José Sarney e Fernando Collor - primeiro e único presidente da República deposto pelo povo -, e de tolerância zero para a minoria incômoda que até parece não ser tão pequena quanto dizem, visto o nível de agressividade que a ela se dedica.
No avesso de suas unanimidades, o popularíssimo Lula e o antipopular Dunga têm muito em comum. Um tem até a chance de repetir a histórica frase de Zagalo - “vocês vão ter de me engolir”. Pode trazer o hexa, obrigando o mea-culpa dos críticos. O outro só admite a vitória e nem imagina o que dizer se a derrota o surpreender. Façam as suas apostas.

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa.

Páginas

Entre as mudanças, passarei a colocar páginas com assuntos especificos ou temas únicos, a primeira página e um texto sobre a doutrina espirita.

Aniverário do Blog

No  dia 4 de maio esse Blog fez um ano ar, com mais de 100 textos, porém uma série de problemas me impediram de comemorar, porém isso não significa que irei parar. Como falei na primeira postagem desse mes de junho, fiz mudanças e vamos tocar esse projeto para frente.Valeu.

Pessoa mais ou menos

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier

13 de junho é Dia de Santo Antônio

Conhecido como santa casamenteiro, Santo Antônio tem milhares de devotos espalhados pelo Brasil e também em Portugal. Seu dia é comemorado em 13 de junho, em meio às festas juninas, por isso Antônio é um dos santos mais lembrados nessas festas.
Normalmente, sua figura é representada carregando o menino Jesus em seus braços. Muitas mocinhas afoitas para encontrar um marido retiram o bebê dos braços do santo e prometem devolvê-lo depois de alcançarem seu pedido. Outras jovens colocam a imagem de cabeça para baixo e dizem que só mudam de posição quando Santo Antônio descolar um marido para elas. Essas simpatias geralmente são feitas na madrugada do dia 13.
Mas nem só de casamento vive o santo. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos. Em uma reza conhecida como "os responsos", o santo é invocado para achar coisas perdidas. Numa outra cerimônia, conhecida como trezena, os fiéis entoam cânticos, soltam fogos, e celebram comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festança acontece de 1° a 13 de junho.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que esse alimento deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

Após queixas, organização da Copa estuda proibir vuvuzelas nos estádios

Após queixas, organização da Copa estuda proibir vuvuzelas nos estádios

A organização da Copa do Mundo na África do Sul está considerando proibir o uso das vuvuzelas dentro dos estádios por conta do barulho que os instrumentos fazem.
O presidente do comitê organizador do evento, Danny Jordaan, disse que recebeu queixas de profissionais que transmitem os jogos e até torcedores individuais nas arquibancadas.
O constante e estridente zumbido dos instrumentos tem abafado os tradicionais sons associados aos jogos de futebol, como os cânticos das torcidas.
Questionado se a organização poderia proibir as vuvuzelas por conta disso, Jordaan disse que sim.
"Se tivermos algum fundamento para fazê-lo, sim", respondeu o organizador. "Já dissemos que se alguma vuvuzela for jogada no campo em um rompante de raiva, vamos tomar uma atitude."
O capitão do time francês, Patrice Evra, culpou o ruído das vuvuzelas - que tem sido comparado ao som de milhares de abelhas juntas - pelo desempenho insatisfatório do seu time na estreia contra o Uruguai na sexta-feira. O jogo terminou sem gols.
"Nós (os jogadores) não conseguimos nos comunicar em campo por causa das vuvuzelas", disse Evra.
"Não conseguimos dormir à noite por causa delas. As pessoas começam a tocá-las desde as 6h da manhã."
Jordaan admitiu que o barulho das vuvuzelas é irritante, mas afirmou que a organização tem tomado medidas para minimizar o seu efeito.
"Tentamos colocar alguma ordem na coisa. Pedimos que as vuvuzelas não sejam tocadas durante os hinos nacionais ou anúncios nos estádios. É difícil mas estamos tentando gerenciar da melhor maneira possível."
O coordenador disse que preferiria que os torcedores, em vez de tocar as vuvuzelas, cantassem.
"(Cantar) sempre gera um clima maravilhoso nos estádios", disse. "Nos dias da luta contra o apartheid nós cantávamos. Em toda a nossa história foi a nossa capacidade de cantar que nos inspirou e nos permitiu expressar nossas emoções."
 
Fonte Portal MSN.

Epidemia de dengue bate recorde histórico em SP

A epidemia de dengue no Estado de São Paulo já é a maior da história, aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde. Balanço divulgado na noite de sexta-feira relatou um total de 121.270 casos notificados da doença em 2010, ante 92.345 que ocorreram em 2007, até então o pior ano de epidemia.
Os 98 óbitos deste ano também representam um recorde histórico, conforme já apontavam dados da pasta divulgados no início de maio. O levantamento mostra que 50 cidades paulistas concentram 78,6% das infecções em todo o Estado. O pico de casos ocorreu em março deste ano, com 44.920 infecções. Do total de 121.270 casos confirmados entre janeiro e maio deste ano, 22.710 foram registrados no município de Ribeirão Preto e outros 11.185 em São José do Rio Preto. O Guarujá teve 8.048 ocorrências e Santos, 7.860.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

SP será 1ª cidade a adotar limites de poluição da OMS

São Paulo será a primeira cidade do mundo a adotar os limites para poluição do ar recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A nova determinação virá por meio de decreto assinado pelo governador Alberto Goldman (PSDB) até dezembro e valerá em todo o Estado, começando pela capital. O padrão será mais rígido e exigente que o atual, em vigor desde 1990.
O compromisso deve implicar, além de novos requisitos para empresas obterem licenças ambientais, na aplicação de medidas mais extremas - como ampliação do rodízio de veículos sempre que o nível de poluição atingir índices críticos. "As medidas estão sendo adotadas paulatinamente, como indica a queda dos níveis de poluição nos últimos anos. Mas, a partir dos novos padrões, o controle deve ser mais restritivo", explica Claudio Alonso, da Diretoria de Tecnologia, Qualidade e Avaliação Ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Em São Paulo, 4 mil pessoas morrem por ano de doenças provocadas ou agravadas pela poluição.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Lya Luft: Educação de quarto mundo - Edição 2150 - Revista VEJA Abril

Lya Luft - Educação de quarto mundo

"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina
e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto,
nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos
falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve
ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal.
Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?

Blog do Luiz P@ulo - O Retorno

Estive fora do ar por um longo periodo, 2 meses, mas estou de volta, um design novo no blog, mais agradável, com menos gadegts e com novos textos.
Me acompanhem no twitter: www.twitter.com/lupasote

terça-feira, 6 de abril de 2010

ATENÇÃO

1. A SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFORMOU NO SEU TWITTER (@claudiacostin) QUE NESTA QUARTA-FEIRA, AS AULAS CONTINUARÃO SUSPENSAS EM TODAS AS ESCOLAS E CRECHES DA REDE MUNICIPAL.

2. A SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO, ATRAVÉS DO SITE DA SEEDUC, INFORMA QUE NESTA QUARTA-FEIRA, AS AULAS CONTINUARÃO SUSPENSAS EM TODAS AS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL.

terça-feira, 30 de março de 2010

Armando Nogueira 1927 - 2010

Nos deixou ontem aos 83 anos o Jornalista Armarmando Nogueira e esse Blog o homenageia com o texto abaixo.

México 70
Armando Nogueira

México 70 - E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.

E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.

O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.

Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.

Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.

Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.

Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.

Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.

Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.

Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.

A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.

Até que os deuses do futebol inventem outra.


Armando Nogueira é um estilista, na medida em que escreve sobre futebol a partir de uma consciência artesanal que envolve suas crônicas de um grau de literaridade tal, que elas, hoje, constituem páginas realmente literárias com toda a força imagística, poética, carga épica e dramática, que costumam envolver tais criações. Tem dois livros lançados, "Bola na rede", e "A chama que não se apaga", sobre as cinco olimpíadas que cobriu como jornalista. Hoje colabora com diversos jornais, que publicam suas crônicas esportivas, e mantêm programa em um emissora de televisão.

Texto extraído do livro "O melhor da crônica brasileira", José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1997, pág. 26.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A "ESQUADRA FLINT"!

            
1. Beatriz Sarlo, ensaísta argentina, ensina que "o presente não é um momento único, mas responde a formações de média e longa duração. O presente se vive com paixões políticas, que o historiador não aceita sem que medeiem filtros teóricos e de método. Não somos historiadores de nosso presente, porque é impossível sê-lo" ("Clarín", 11/2).
            
2.  Quem diz que está fazendo história, o que faz é se olhar no espelho. As relações entre os países americanos vêm desde as guerras de independência, que nos países hispânicos tomaram como referência a República construída nos EUA. No Brasil, da mesma forma, na superação do Império. No final do século 19, o debate político nos EUA centrou-se nas relações comerciais externas e em torno da política tarifária e acordos de reciprocidade.
            
3.  Em 1889-90, realizou-se nos EUA a primeira Conferência Pan-Americana, matriz da futura OEA. Nela discutiram-se os acordos de reciprocidade. O primeiro deles é negociado com o Brasil, entre o ministro James Blaine e o representante brasileiro, depois cônsul, Salvador de Mendonça: o acordo Blaine-Mendonça.
            
4.  A disputa do mercado brasileiro entre os EUA e a Europa culminou com o apoio europeu à Revolta da Armada, tentativa de golpe da Marinha, liderada pelo almirante Custódio de Melo, e depois o almirante Saldanha da Gama. Objetivo: derrubar o presidente Floriano Peixoto.
A baía da Guanabara foi ocupada pela presença ostensiva de navios de guerra europeus, em apoio aos da Marinha brasileira e com saudades da monarquia.
            
5. Floriano, nacionalista e industrialista, avesso ao acordo Blaine-Mendonça, terminou pragmaticamente cedendo, na busca de apoio militar dos EUA, que se deu com cinco navios de guerra. A estes se somou uma esquadra particular de navios de guerra (depois comprada pelo Brasil), construída pelo empresário norte-americano Charles Flint.
            
6. A "Esquadra Flint" chega ao Rio dando demonstração de força. O navio-chefe da Marinha dos EUA alertou com dois canhonaços, que levaram ao recuo e exílio de Saldanha da Gama. Dez anos depois, o embaixador Joaquim Nabuco (1905-10) acentuou a parceria preferencial com os EUA em outra Conferência Pan-Americana.
            
7. Este desenho da geopolítica continental completa 120 anos. A Argentina até hoje reclama. Mas agora, em 2010, o Grupo Rio criou mais um clube e excluiu os EUA. O governo "sub-15" do Brasil entrou nesta como já tinha entrado no caso de Honduras. Acha que está fazendo história. O que está mesmo é aquecendo a política chavista. E estimulando as relações bilaterais dos EUA com os países do continente, que já chegam a 60% deles.

UPP NO MORRO DA PROVIDÊNCIA: UMA DECISÃO ACERTADÍSSIMA!

              
1. A secretaria de segurança -RJ decidiu que a próxima UPP será instalada no Morro da Providência. Essa é uma decisão correta. O Morro da Providência é a marca histórica das Favelas. Pelo nome, adotado pelos soldados, enganados, que receberiam casas em seu retorno e foram deixados no Morro. Adotaram como nome -Morro da Favela- o do arbusto com que conviviam em frente a Canudos. Antes, quando do desmonte do grande cortiço do Rio, Cabeça de Porco, em que os moradores, enganados, só tiveram uma solução: subir o morro.
              
2. Na revolta da vacina, Preto Prata, marginal que morava no Morro, encontrou uma tubulação igual a uma boca de canhão. Colocou lá em cima e disse que bombardearia a cidade. Foi declarado estado de sítio e tropas chamadas para o Rio. Prenderam Preto Prata, muito alto e muito forte, tendo que usar vários homens. E então os militares descobriram que era um blefe.
              
3. O Morro da Providência recebeu um projeto especial do Favela-Bairro. Especial porque, além de todo o processo de urbanização, saneamento, área esportiva, creche, cyber-café..., recebeu um tratamento de eco-museu, por sua história, a capela e a igreja centenárias e mirantes para que sua história fosse contada se vendo o entorno.
              
4. Embaixo do Morro da Providência a prefeitura do Rio construiu uma Vila Olímpica, que além de todos os esportes, ainda é um centro esportivo inclusivo para portadores de deficiência. E ao lado, a Cidade do Samba, o maior e mais qualificado centro de cultura popular do mundo todo, focalizado nas escolas de samba, numa região que é berço do samba com a memória das tias baianas como Ciata, Bibiana, Mônica, Perciliana, na mesma Pedra do Sal onde  grandes sambistas do passado, como Donga, João da Baiana, Pixinguinha e Heitor dos Prazeres se reuniam.
             
5. Ao lado do Morro da Providência há um edifício, por anos ocupado por traficantes. A PM do Rio os expulsou anos atrás e a prefeitura do Rio reformou-o completamente. Passaram a usar o prédio a própria PM e serviços sociais da prefeitura direcionados aos moradores do Morro. Em seguida a PM instalou no Morro um GPAE, terceira etapa das experiências de ocupação de morros tomados por traficantes.
             
6. A diferença do GPAE para a UPP é que o objetivo daquela era a 'paz', no sentido de eliminar confrontos entre facções, sem ter a venda de drogas como foco. A UPP, acertadamente, inclui a retirada da venda de drogas no local como um de seus objetivos, e é a quarta etapa. A secretaria municipal de assistência social e a PM, via GPAE, realizaram um trabalho integrador, com os desdobramentos urbanos, esportivos, sociais e econômicos do Favela-Bairro, da Vila Olímpica da Gamboa e da Cidade do Samba.
            
7. Os bares de entorno começaram a ser frequentados com rodas de samba na direção de mais um point do Rio, como a Lapa. A presença da UPP acelerará o amadurecimento deste point. A tentativa da Prefeitura de assumir o cemitério dos ingleses, ao lado, não foi entendida por seus controladores. É o primeiro cemitério que, com a chegada de D. João VI, permitiu o enterro de protestantes. Ali estão os corpos de marinheiros ingleses vitimados pela febre amarela e a família Mocke, holandesa, segunda grande produtora de café no Brasil. Sua recuperação seria um elemento de interesse patrimonial, histórico e turístico, assim como o será a história do Morro da Providência.
            
8. Com tudo isso, se tem todas as condições de se concluir esse processo integrador, com os equipamentos existentes renovados ou construídos e com a vontade de seus moradores. Dôdô, porta-bandeira da Portela e primeira campeã oficial em 1935, mora ali, e sua casa foi transformada em um museu com suas fantasias e bandeiras que portou por décadas.  A designação do capitão-PM-comandante da GPAE dali, é outra decisão acertada, pois permitirá partir da memória do que se fez e avançar ainda mais.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Parabéns, Zico! O ídolo da Nação Rubro-Negra - Maior expoente da História do Fla completa hoje 57 anos

Os rubro-negros mais fanáticos consideram o dia 3 de março como o “Natal do Flamengo”. Talvez pareça exagero, mas essa é a exata representatividade do ídolo Zico para a grande maioria dos torcedores do clube da Gávea. Nesta quarta-feira, o Galinho de Quintino completa 57 anos de idade, mas as mágicas tardes de domingo, no Maracanã, permanecem vivas na memória dos rubro-negros e amantes do futebol que tiveram o privilégio de tê-lo visto jogar.
– Compará-lo a Jesus Cristo é uma das brincadeiras que foram incorporadas ao cotidiano. Não vamos misturar crença com futebol, mas é válida por mostrar a idolatria que a torcida do Flamengo tem por ele – afirmou o Jornalista  Roberto Assaf, autor da biografia, “Zico, 50 anos de futebol”, ao lado de Roger Garcia, publicada em 2003.

Data marcante
Autor de belos gols e peça fundamental dos principais títulos conquistados pelo Flamengo, talvez Zico seja mais lembrado do que algumas datas importantíssimas do clube, como 13 de dezembro, dia em que o Rubro-Negro conquistou o título mundial, em 1981, ou até 27 de maio, quando o sérvio Petkovic marcou o gol de falta que deu ao clube o quarto tricampeonato da sua História, em 2001, e sobre o Vasco.
– Na verdade, as pessoas não têm muita memória para data, mas o aniversário do Zico os torcedores sempre lembram por sua relevância histórica – encerrou Assaf.

Zico e o Flamengo
Jogos
O Galinho de Quintino disputou 732 jogos com a camisa rubro-negra e fez sua última partida pelo clube no dia 6 de fevereiro de 1990.

Gols
Zico marcou 508 gols pelo Flamengo. Ele é o maior artilheiro da História do clube. Seu último gol foi marcado no dia 2 de dezembro de 1989, na goleada de 5 a 0 sobre o Fluminense.

Principais títulos
Mundial Interclubes (1981), Libertadores (1981), Campeonato Brasileiro (1980, 1982, 1983 e 1987), Taça Guanabara (1972, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1988 e 1989), Campeonato Estadual (1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981 e 1986).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Desvendados os Mistérios do Faraó Tutancâmon

O rei Tutancâmon, o faraó adolescente do Egito cuja tumba guardava tesouros impressionantes, andava quase se rastejando, tinha o pé torto e provavelmente morreu de malária, disseram pesquisadores ontem.


Especulações sobre o rei-menino, que morreu por volta de 1324 A.C provavelmente aos 19 anos, vêm sendo feitas desde a descoberta de sua tumba no Vale dos Reis, no Egito, em 1922.

Testes feitos em 16 múmias reais descobriram que quatro delas, incluindo a de Tut, havia contraído uma forma grave de malaria que provavelmente encurtou o reinado de Tutancâmon – o que descarta a hipótese de assassinato ou outras doenças.

Cientistas o Egito e Alemanha, como Zahi Hawass do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, compilaram os resultados de testes genéticos e radiologia feitos em múmias entre 2007 e 2009. Os resultados ajudam a esclarecer a história da 18ª Dinastia, que durou 155 anos e da qual Tutancâmon fez parte, herdando o trono aos 11 anos.

Os cientistas especulam que Tut foi enfraquecido por uma perna quebrada, possivelmente resultado de uma queda. Aliada à malária, eles acreditam que essa foi a causa de sua morte.

O faraó também possuía lábio leporino, o pé esquerdo levemente torto e outros problemas nos ossos. Ele e alguns membros da família tinham uma forma da doença de Kohler, que pode fazer os ossos do pé quebrarem por falta de sangue, mas não é fatal.
 
"Tutancâmon tinha muitos problemas, e alguns deles podem ter alcançado o caráter cumulativo de uma síndrome inflamatória e imunossupressiva – e, portanto, enfraquecedora. Ele pode ser visto como um rei jovem e fraco, que precisava de muletas para andar”escreveu Hawass no Journal of the American Medical Association.


Além dos artefatos de ouro de preço incalculável, a tumba também estava equipada para o além-vida com 130 bengalas e apoios (alguns com sinais de uso) e uma farmácia.

Os cientistas também estão certos de que identificaram as múmias correspondentes ao pai de Tutancâmon, Akhenaton, e sua avó, Tiye,baseados em grupos sanguíneos.

Eles eliminaram as especulações de que Tutancâmon e seus familiares possuíam anormalidades graves, como síndrome de Marfan ou outras doenças que causem aumento dos seios.

"É improvável que Tutancâmon e Akhenaton tivessem uma aparência bizarramente feminina. É importante ressaltar que reis do Antigo Egito e seus familiares eram representados de forma idealizada”, escreveu Hawass.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Quarta-feira de Cinzas

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.


Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CARNAVAL: A Festa que não sai de Moda

Conheça um pouco mais sobre a origem e sobre a festa do Carnaval

Datada de 1899, a composição "Ô Abre Alas", de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), é a primeira marcha carnavalesca de que se notícia. Composta para o cordão Rosa de Ouro, do tradicional bairro do Andaraí (RJ), ela traz versos simples, objetivos, mas com uma capacidade de persuasão imensa para fazer dançar do simples operário da fábrica ao mais poderoso empresário das indústrias:

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

No final do século XIX, os jornais da capital chamavam e cordões carnavalescos os “grupos de foliões mascarados e provocadores”. Eram grupos de foliões que saíam às ruas fantasiados, satirizando personalidades e cantando de tudo, desde canções folclóricas a trechos de ópera e fados. Atualmente, mais de cem anos depois dos primeiros grupos de rua, a tradição está de pé e cada vez mais forte em todos os cantos do Brasil. Quando chega o mês de fevereiro, folião que é folião substitui o bater do coração pelo rufar dos tambores.

De origem européia, o Carnaval tem origem nas celebrações das colheitas dos povos da antiguidade, tendo chegado ao Brasil na Era Moderna, trazido pelos portugueses. Já na colônia, no século XVI, há relatos de escravos fantasiados e outros blocos de foliões, que saíam pelas ruas dançando o "entrudo". No século XIX, foram os Bailes Cariocas que atiçaram o espírito dos brincalhões. Depois disso, o carnaval brasileiro deslanchou, com os Cordões, os Ranchos e, claro, as escolas de samba, bem como os blocos de rua, que hoje parecem ter reencontrado a velha forma.

O carnaval já foi tema também de inúmeros estudos acadêmicos. Talvez o mais famosos estudo pertença ao filósofo russo Mikahil Bakhtin. Debruçando-se sobre os aspectos da cultura popular da Idade Média européia, Bakhtin estudou aquilo que chamou de "carnavalização", os efeitos de uma festa popular antiga que desde há muito tempo subverte a ordem, o pecado e as alegorias do mundo cristão e pagão. Espécie de emancipação social, a carnavalização era para o filósofo russo uma linguagem simbólica, que pontua a divergência entre o oficial e o não-oficioal, a ruptura com tudo o que é institucionalizado. “O núcleo dessa cultura, isto é, o carnaval não é de maneira alguma a forma puramente artística do espetáculo teatral e, de forma geral, não entra no domínio da arte. Ele se situa nas fronteiras entre a arte e a vida. Na realidade, é a própria vida apresentada com os elementos característicos da representação”, disse Bakhtin. (BAKHTIN, M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec/ UnB 1999)

HISTÓRIA RESUMIDA DAS ESCOLAS DE SAMBA!

1. As Rodas de Samba do Rio, no início dos anos 30, eram discriminadas como caso de polícia. O plano Agache (arquiteto francês que cunhou "urbanismo") para o Rio (1928-32) considerava as favelas provisórias. Pedro Ernesto (1931-36) foi o primeiro prefeito a subir uma favela. E institucionalizou as rodas de samba. A legislação não permitia subsidiá-las. Pedro Ernesto pediu que todas mudassem para um nome comum: Grêmio Recreativo Escola de Samba....
2. A adoção do termo "escola" permitiu a Pedro Ernesto subsidiá-las, e elas passaram a contar com recursos públicos para o seu desenvolvimento. O primeiro desfile oficial, com julgamento, foi em 1935. Vencido pela Portela, teve como porta-bandeira uma menina prodígio: Dodô. Dodô, com seus 90 anos, está viva, ativa e lúcida e mora no morro da Providência.
3. Os desfiles nos carnavais eram basicamente uma apresentação da classe média, com os corsos, os ranchos e as alegorias. O Carnaval incluía enorme diversidade de expressões, como o frevo, o maracatu, as pessoas fantasiadas nas ruas, os blocos de sujos, o concurso de fantasias, os bailes nos clubes e nos teatros... No início dos anos 60, com a entrada da equipe de Fernando Pamplona no Salgueiro, iniciou-se um processo de radical transformação dos desfiles.
4. O samba enredo era sincopado os passistas desfilavam soltos, sem alas agrupadas, não havia carros alegóricos, os destaques desfilavam no chão... A partir daí, as demais expressões do Carnaval começaram a ser incorporadas às escolas de samba e foram desaparecendo. Assim foi com os superblocos (Bafo da Onça, Cacique de Ramos), que rivalizavam com as "escolas". Corsos, ranchos, fantasias de luxo e alegorias passaram a integrar os grandes carros alegóricos. Os enredos históricos foram abertos.
5. As "escolas" passaram a desfilar como ópera popular (alas e seus carros como atos, coro dos que desfilam, os atos móveis, apresentados na frente da platéia num auditório latitudinal). Com a ascensão de Joãozinho Trinta (da equipe de Pamplona, depois na Beija Flor), as "escolas" ganham a característica que têm hoje. As alas desfilam agrupadas como blocos. O samba-enredo passa a ser samba-marcha. E se invertem os papéis. Antes, os corsos, onde o povo olhava a classe média desfilar. Agora desfila o povo, e a classe média assiste. A venda de ingressos, nos dois dias de desfile e das campeãs, equivale a três anos de venda de ingressos no estádio de futebol brasileiro que mais fatura.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Domigo de Futebol do bom.

O cidadão, ainda em férias, mas se vê diante de um domingo de Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu e Gre-Nal.
Trinta mil torcedores no Pacaembu, 55 mil no Maracanã, estádio em Erechim lotado.

1. Roberto Carlos exagera no carrinho, como já havia exagerado em dois lances em que espanou mal uma bola e bateu mal uma falta de três dedos, no peito de um rival, e é exageradamente expulso antes do 10o. minuto de jogo.
O Corinthians, que já vencia por 1 a 0, gol de Jorge Henrique, de cabeça, passa a se defender.
E Felipe acaba com qualquer chance de reação palmeirense, ao fazer defesas importantes e garantir uma vitória corintiana sem Ronaldo, embora Diego Souza também não tenha jogado.

2. Já no Maraca, sem Fred, o Flu barbariza no primeiro tempo e faz 3 a 1, com gols de Alan, de Conca e de Cássio, contra um de Adriano, de pênalti, como tinha sido o de Conca.
O Flamengo, no entanto, volta enlouquecido, e Vagner Love e Kléberson tratam de empatar, ainda nos primeiros minutos.
Só que Álvaro é expulso, aos 17, e o empate que seria ótimo para os campeões brasileiros passa a ser um desafio.
Desafio tão bem vencido que Adriano marca mais duas vezes para fazer 5 a 3, em jogadas fabulosas de Vagner Love e Vinícius Pacheco.
A massa já canta o tetracampeonato estadual, como a corintiana confia no seu bi.

3. E a do Inter?
A do Inter também confia, no tri.
Mas o Gre-Nal eu não vi, só sei que Alecsandro fez o gol da vitória colorada, aos 34 do segundo tempo, por 1 a 0.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Brasil - EUA: 120 anos despois

1. Em 1890 ocorreu a primeira conferência Pan-Americana. Na época, discutia-se a política externa dos EUA e a proposta que avançava - liderada pelo secretário Blaine- era do acordo de reciprocidade com os países das Américas. O cônsul brasileiro concordou com a proposta que ficou conhecida como Acordo Blaine Mendonça. Nesse momento ocorria a transição da Monarquia à República no Brasil, e a crise do governo Deodoro. Assinado o Acordo nos EUA, sua efetivação dependia da ratificação pelo presidente da República.


2. O conflito básico era entre EUA e Europa em relação aos mercados americanos. EUA haviam entrado do lado errado no Chile, na Guerra do Pacífico -1880- e na guerra civil entre o presidente Balmaceda com o exército e o Parlamento com a Marinha, finalmente vencida pelo Parlamento. Portanto, a abordagem ao governo brasileiro foi feita com cuidado.

3. A ascensão de Floriano Peixoto e em seguida a Revolta da Armada, abriu caminho para o estreitamento dessas relações. Floriano, nacionalista e industrialista, a princípio teria dificuldades para aceitar o Acordo. Mas os países europeus apoiavam os almirantes rebeldes. A frota controlava a Baía da Guanabara e em janeiro de 1894 começou a bombardear o Rio depois de Niterói. O Estado do Rio mudou a capital para Petrópolis e 100 mil pessoas saíram da cidade.

4. Os EUA resolveram intervir em apoio a Floriano para reabrir o comércio externo na Baía da Guanabara. Enviou frota com seis navios de guerra e depois de receber tiro de advertência, atirou para acertar partes secundárias do principal navio da frota brasileira. Simultaneamente foi constituída nos EUA uma frota privada, transformando navios de carga e de passageiros, em navios de guerra, para dar sustentação à ação. Com isso, a mobilização do exército e da nova marinha de Floriano, no sul onde Paraná e Santa Catarina estavam tomados pelos rebeldes (que se somaram ao bloco monarquista no Rio Grande do Sul na revolução Federalista), terminou controlando a revolta. O governo Floriano voltou a ter centralidade e autoridade sobre todo o país.

5. O Acordo Blaine-Mendonça foi assinado, abrindo um ciclo de relações convergentes entre Brasil e EUA. Alguns anos depois, Joaquim Nabuco (promotor da segunda Conferência Pan-americana) intensificou esta linha de parceria. Nos anos 1930 e 1940 a posição da Argentina em relação aos países do Eixo determinou que Roosevelt decidisse intensificar a parceria com o Brasil, especialmente, militar.

6. São 120 anos nesta parceria Brasil-EUA. No episódio de Honduras esta política foi atropelada, muito provavelmente por ignorância. O governo brasileiro poderia até querer rever esta linha de 120 anos, mas escolheu o alvo errado. Honduras foi o único país centro-mesoamericano onde as guerrilhas dos anos 1970 e 1980 não prosperaram. Nos anos 1980 os EUA instalaram ali a base aérea de Palmerola e ao lado, a Escola da Força Aérea hondurenha. Aí está a maior e melhor pista de aviação da região.

7. Essa trapalhada diplomática gerou um discreto estremecimento entre EUA e Brasil, na medida em que sem consultar seu parceiro, o Brasil entrou numa região de influência dos EUA. Que, aliás -afiançando esta parceria- tem deixado o Brasil à vontade na América do Sul e África ocidental. Uma trapalhada que deve ser corrigida em encontros bilaterais discretos. Urgente para que o desgaste não cristalize!