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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hoje na História

  • 14 de fevereiro de 1989 - Sentenciado de morte autor dos Versos Satânicos
O líder espiritual do Irã, aiatolá Khomeini decretou contra o escritor indiano naturalizado inglês Salman Rushdie uma fatwa - sentença de morte. Rushdie foi acusado de blasfemar contra o islamismo no romance Os Versos Satânicos, que acabara de publicar, desencadeando uma onda de protesto no Paquistão e na Índia. A ameaça de morte se estendeu a todos envolvidos na publicação do livro no Ocidente. "Peço a todos os muçulmanos que os executem onde quer que estejam", conclamou Khomeini em mensagem transmitida pela rádio de Teerã.

Salman Rushdie, morando em Londres, pediu proteção à polícia e cancelou a viagem que faria aos Estados Unidos na próxima semana para divulgar seu livro. Rushdie, que nasceu de uma família muçulmana na Índia, lamentou que a maioria das pessoas que atacam o livro nem o tenha lido.

O líder religioso chegou a oferecer US$ 3 milhões ao iraniano que matar o escritor. Se o assassino for estrangeiro, a recompensa, que seria paga pela instituição Cinco de Julho, cairá para US$ 1 milhão.

Foi até decretado luto oficial para esta data em protesto contra o livro. Os protestos contra Versos Satânicos estouraram no Paquistão e na Índia onde os manifestantes queriam impedir a já anunciada publicação do livro nos EUA.

O romancista viveu escondido, durante uma década, sob proteção da polícia britânica. Acabou se tornando uma figura política, ao assumir o papel de porta-voz em todo tipo de campanha pelas liberdades civis. Em 1998, depois de muita pressão internacional, o Irã finalmente retirou a condenação contra o escritor. Mesmo vivendo virtualmente como um prisioneiro, Salman Rushdie continuou escrevendo livros e ensaios.

A Polêmica e fantástica obra de ficção

Com um estilo narrativo que mescla o mito e a fantasia com a vida real, o romance despertou a ira dos muçulmanos quando narra de uma maneira realista, episódio da vida do profeta Maomé. A história começa quando um avião, procedente da cidade indiana de Bombain, é explodido por terroristas da seita sikh e se desintegra no ar sobre o canal da Mancha, a 29 mil pés de altitude. Milagrosamente, dois passageiros indianos chegam vivos à terra. Após esta fantástica chagada à Inglaterra, os dois personagens descobrem que sofreram estranhas transformações além de interpretar as palavras de Alá, deus do muçulmano.

  • 14 de fevereiro de 1980 - Encouraçado Potenkim é liberado
O Conselho Superior de Censura liberou sem cortes, com proibição para menores de 10 anos, o filme Encouraçado Potenkim, do cineasta russo Sergei Eisenstein. O conselheiro Pompeu de Souza informou que o clássico do cinema ficou anos fora do circuito de exibição sem que houvesse qualquer motivo que justificasse o veto. Pompeu acrescentou que no processo de liberação estavam anexados requerimentos, procurações, licenças de importação, pedidos de cineclubes. "só não havia qualquer parecer de censores sobre o filme", observou.

O Encouraçado Potenkim foi rodado em 1925, para homenagear o regime bolchevique, já então liderado por Stalin.

O filme se baseia em fatos reais e conta a história da revolta da tripulação de um navio de guerra russo, em 1905, que sofria maus tratos por parte dos comandantes. A rebelião eclodiu quando os oficiais deram aos marinheiros carne pobre para comer. A embarcação estava ancorada no porto de Odessa, cidade russa às margens do mar Negro. A população da cidade apoiou os amotinados, e um grande número de pessoas se dirigiu ao cais, levando alimentos. A guarda imperial do czar reprimiu violentamente a manifestação. A cena mais famosa do filme foi realizada nas escadarias da cidade de Odessa, quando um carrinho de bebê escorrega pelos degraus sob os disparos efetuados pelos policiais, e um marinheiro arrisca a vida e consegue salvar a criança.

Serguei Eisenstein foi um inovador, praticamente o inventor da técnica da montagem cinematográfica. Influenciou grandes cineastas ocidentais como Orson Welles, Jean Luc Godard, Brian de Palma e Oliver Stone. Eisenstein fez poucos filmes, mas a exemplo do Encouraçado Potenkim, Outubro, Alexandre Nevisk e Ivã, o terrível, tornaram-se clássicos do cinema pelas cenas de impacto com multidões, que são copiadas até hoje. Eisenstein teve atritos com Stálin e deixou a Rússia para filmar da Metro-Goldwin-Mayer (MGM), mas os seus projetos em Hollywood não tiveram êxito. Retomou os trabalhos na Rússia onde morreu de enfarte.

Censura libera outros filmes

Além do Encouraçado Potenkim, o Conselho Superior de Censura liberou, com proibição para menores de 18 anos, os filmes Emmanuele, A verdadeira, Uma virgem raptada e violentada, e Bordel. Esses filmes poderiam ainda ser vetados pelo Ministro da Justiça. Caso houvesse recurso no prazo de 15 dias por parte qualquer pessoa, entidade ou pelo Departamento de Polícia Federal, a exibição dos filmes poderia ser suspensa. O Diário de uma adolescente foi liberado pelo Conselho com censura até 14 anos.

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