Reme contra a maré ou ande pra trás
Eu remo. Já remei muitas vezes e continuarei remando... desde que a causa valha mesmo a pena e o esforço, e mesmo que eu não saia do lugar.
Seja o DNA, sejam as circunstâncias, o percentual de possibilidade, as comprovações, as chances, os indícios... seja o que for... remar contra a maré, às vezes, é a única coisa que podemos fazer, porque em muitíssimos dos casos ficar à deriva significa andar pra trás.
E não falo de lutar guerras perdidas, nem de insistir cegamente no impossível.
Mas note que, no mundo em que estamos, o simples fato de buscar a felicidade já é o mesmo que tentar subir o rio a nado: é que a correnteza do dia a dia e das necessidades fúteis que nos dominam vai rumo ao desequilíbrio e às ilusões mais tristes.
E te digo: se você conseguir ser feliz, vai incomodar tanta gente, mas tanta gente que fracassou nesta empreitada... que seu trabalho para manter-se bem terá que ser redobrado.
Reme contra a maré dos invejosos, dos que não crêem na pessoa que você é, dos que mal disfarçam, em seu olhar, aquela sombra tão nítida da antipatia ou do ódio. Continue nadando, e eles que se afoguem em seu próprio veneno.
E contra a maré das suas limitações mais íntimas, mais secretas: tudo aquilo que você desenvolveu em seu espírito, em sua personalidade e em seus hábitos mais mecânicos, e que o impede de ser uma pessoa melhor, mais livre, mais jovem e contente.
Reme contra a má-educação que recebeu, contra os exemplos negativos que teve. Nade para longe daquilo que assimilou, inconscientemente, e que o impede de ser feliz. Afaste-se de tudo o que o conduz ao redemoinho do fracasso.
E descubra que ser feliz é, acima de tudo, uma opção.
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