
"O que quer que eu represente, seja um cowboy, um piloto, um capitão de navio, ou um Texas Ranger , tenho de ser sempre, e antes de tudo, John Wayne"
O veterano ator de cinema John Wayne, 72 anos, morreu no final da tarde no Centro Médico da Universidade da Califórnia, vítima de câncer, doença contra a qual combatera tenazmente por mais de 15 anos. Chegava a o fim a trajetória do grande ícone dos filmes de cowboy da indústria de Hollywood.
A morte de Wayne teve intensa repercussão e provocou numerosas manifestações de afeto e respeito nos meios cinematográficos. Sua última aparição pública ocorreu no dia 9 de abril daquele ano, por ocasião da entrega da premiação do Oscar, em Los Angeles. Foi recebido pelo público presente de pé, com uma grande ovação.
Outras efemérides de 11 de junho de 1962
1915: Os 50 anos da Batalha do Riachuelo
1962: A fundação da Eletrobras
1970: O sequestro do embaixador Alemão
1996: A tragédia no Osasco Plaza Shopping
Em meio século de cinema - estreou em 1928 - sua filmografia oficial registra nada menos de 155 títulos, mas somando-se a eles os curtas e mediametragens dos primeiros anos, a marca supera 200. Nessa longa trajetória, enriqueceu, ganhou Oscar, criou uma legenda em torno de seu nome e viu as novas gerações descobrirem em seus filmes o mesmo encanto que arrebatava os velhos fãs do Western.
Em John Wayne, a lenda e a realidade, muitas vezes se confudem. Não há diferença entre o vaqueiro preso à sela de seu cavalo, a cavalgar poeirentas e intermináveis estradas desertas, e o jovem ator que o perseguiu, com a obstinação de um pioneiro, sua grande chance no cinema. Nem entre o mocionho implacável que destrói inimigos, ainda que índios inocentes, e o sujeito que liderou, em Hollywood, uma incansável cruzada contra seus adversários políticos. Nem entre o romântico conservador, tímido, mas machista, da maioria de seus filmes, e o homem que fora da tela sempre encarou as mulheres como adoráveis coadjuvantes.
Em seu último filme, The shootist (1976), Wayne é um cowboy que está morrendo de câncer. Nostalgicamente, ele revê os filmes que documentam suas façanhas no tempo das diligências. Lenda ou realidade?
E na mesma proporção que colecionou sucessos, Wayne por sua postura reacionária, extremista e intolerante, fez, em Hollywood, mais inimigos do que seus personagens entre os bandidos do Oeste. Nada que, contudo, o impedisse de ser até o fim John Wayne.
1962: A fundação da Eletrobras
1970: O sequestro do embaixador Alemão
1996: A tragédia no Osasco Plaza Shopping
Em meio século de cinema - estreou em 1928 - sua filmografia oficial registra nada menos de 155 títulos, mas somando-se a eles os curtas e mediametragens dos primeiros anos, a marca supera 200. Nessa longa trajetória, enriqueceu, ganhou Oscar, criou uma legenda em torno de seu nome e viu as novas gerações descobrirem em seus filmes o mesmo encanto que arrebatava os velhos fãs do Western.
Em John Wayne, a lenda e a realidade, muitas vezes se confudem. Não há diferença entre o vaqueiro preso à sela de seu cavalo, a cavalgar poeirentas e intermináveis estradas desertas, e o jovem ator que o perseguiu, com a obstinação de um pioneiro, sua grande chance no cinema. Nem entre o mocionho implacável que destrói inimigos, ainda que índios inocentes, e o sujeito que liderou, em Hollywood, uma incansável cruzada contra seus adversários políticos. Nem entre o romântico conservador, tímido, mas machista, da maioria de seus filmes, e o homem que fora da tela sempre encarou as mulheres como adoráveis coadjuvantes.
Em seu último filme, The shootist (1976), Wayne é um cowboy que está morrendo de câncer. Nostalgicamente, ele revê os filmes que documentam suas façanhas no tempo das diligências. Lenda ou realidade?
E na mesma proporção que colecionou sucessos, Wayne por sua postura reacionária, extremista e intolerante, fez, em Hollywood, mais inimigos do que seus personagens entre os bandidos do Oeste. Nada que, contudo, o impedisse de ser até o fim John Wayne.

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