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domingo, 28 de junho de 2009

A DESINTEGRAÇÃO DO ENSINO MÉDIO DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO!

1. A Unicef divulgou os dados, por Estado, do ensino público de primeiro e segundo graus no Brasil (Globo, 10/06). Ex-Blog do Cesar Maia mostrou com os dados publicados, que os 44,5% de alunos que concluíram o ensino médio do Estado do Rio, em relação aos matriculados na primeira série deste mesmo ensino médio, eram menores que os 50,9% do Brasil, os 45,2% do Norte, os 44,6% do Nordeste, os 59,7% do Sudeste, os 44,6% do Centro-Oeste e os 46,9% do Sul. É o único indicador social onde o Estado do Rio tem números piores que todas as regiões do Brasil. 2. O estudo publicado mostra que os concluintes do ensino médio no Estado do Rio foram 133.840 (com 300.330 matriculados na primeira série do ensino médio). Mas esses eram dados de 2006. Os dados de 2008 de concluintes são guardados a sete chaves pelo Estado. A secretaria de educação não informa, o conselho de educação não informa, o TCE e a ALERJ não conseguem os dados.
3. O gravíssimo é que as informações vazadas da secretaria estadual de educação indicam que em 2008 em vez daqueles 133 mil concluintes, seriam agora cerca de 90 mil, o que reduziria o índice para escabrosos 30%. Será que o número de concluintes é mais um ato secreto do governo do estado? O mínimo que se exige é que se publique no DO, com urgência, os números de concluintes em 2008.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Viva São João! E viva o solstício!

Junho é mês de solstício, do latim “sol estático”. É o momento do ano em que o Sol, em seu movimento aparente, apresenta um afastamento máximo em relação ao Equador Celeste. Como em junho este afastamento se dá para o Norte, esse solstício marca o início do nosso inverno (e do verão boreal).
O solstício de dezembro, logicamente, acontece quando o Sol atinge seu afastamento máximo para o Sul e, portanto, denuncia o início do nosso verão, e do inverno no hemisfério Norte.
Esse movimento aparente do Sol (um reflexo do real movimento da Terra) é conhecido pela humanidade há muito tempo, desde as mais antigas civilizações. E por se tratarem de momentos importantes do ano — a noite mais longa, no caso do solstício de inverno, ou a mais curta, no de verão —, os solstícios sempre foram comemorados com certo fervor. As festas pagãs incluíam fogueiras, ora para espantar o frio (no inverno), ora para celebrar o calor (no verão). Em algumas culturas, havia até o sacrifício de animais e seres humanos.
O surgimento da Igreja Cristã e sua conseqüente disseminação pelo mundo não inibiram esses rituais antigos. Na verdade, eles acabaram sendo incorporados pela Igreja de Cristo (sem os sacrifícios, é claro). No início do inverno do hemisfério Norte (dezembro), quando era comemorada a festa do Sol invencível, a Igreja passou a celebrar o nascimento do Salvador. O Natal, até hoje, é celebrado em 25 de dezembro (muito próximo da data do solstício).
Já o solstício de verão (nosso inverno) foi identificado com o nascimento de São João Batista. De fato, São João Batista é considerado o “precursor da luz do mundo”, tendo nascido seis meses antes de Jesus. O dia de São João Batista é comemorado em 24 de junho, muito próximo da data do solstício (neste ano, o solstício será no dia 21 de junho).
As fogueiras, que já eram usadas nas celebrações de povos tão distintos como celtas e egípcios, também foram incorporadas à tradição cristã. Segundo a história católica, Santa Isabel (mãe de João) anunciou o nascimento de seu filho através de uma grande fogueira.
A grande festa em homenagem ao solstício, ao longo dos séculos de história, transformou-se em festa de São João, “festa joanina”. Logo as celebrações se estenderam para homenagear Santo Antônio (13/6) e São Pedro (29/6), tornando-se coletivamente conhecidas como as “festas de junho”, ou festas juninas.
Viva São João! E viva o solstício!
Fonte: Fundação Planetário do Rio de Janeiro - www.rio.rj.gov.br/planetario

VENDEMOS BATATAS, OU LIMÕES?

Pensei que fosse uma exclusividade do trânsito a presença de pedintes e seus limões. Já explico.
Aplicando um teste numa turma de terceira série do Ensino Médio - futuros universitários - me ocorreu que alguns dos alunos comportam-se de forma semelhante aos “sem tetos” do trânsito. Como se fizessem um estágio, sem os limões para o malabarismo que os identifiquem, ainda que, aqui, em sala de aula, eles não sejam necessários.
A verdade é que tão logo os testes são distribuídos, facilmente identificamos os alunos que, sem a garantia de conseguirem resolver toda a prova, debruçam-se sobre suas provas, com a certeza de que serão capazes de pelo menos, reconhecerem nessa prova, situações similares àquelas que compartilharam em aulas anteriores; também, com pequena margem de erro, e grande constrangimento, identificamos os alunos que se instalam em lugares estratégicos, perto dos primeiros, e os cercam, na esperança de ganhar algumas questões, ou roubá-las quando houver uma chance, lembrando abutres disputando as sobras.
Dá pena assistir isso. A representação de alguns quando percebem que estão sendo observados beira ao ridículo.
Receio que para quase todos tal comportamento lhes pareça normal ou, para alguns deles, a única possibilidade de conseguir “sucesso”.
Por vezes sinto vergonha de encarar alguns deles depois de assistir seus comportamentos diante da prova, ou antes, nas aulas que antecederam a elas. Até que ponto devo me sentir responsável por esse comportamento? Que ações do professor vêm encorajando-os nessa prática e, contribuindo, para que outros alunos, os primeiros, que tinham na participação em aula o caminho para obter sucesso nas provas, agora, também se incluírem aí, que lhes é mostrado como o caminho mais fácil?
Sempre ouvi que os pedintes que equilibram seus limões no trânsito moravam em favelas e pertenciam à base da pirâmide. No entanto, sempre estive em salas de aulas da classe média onde os limões são adquiridos com menos esforço.
Até onde um pedinte pode reclamar da falta de oportunidades? Quando é que um indivíduo percebe que é um ser pensante, diferente de outros animais e que é responsável também pelo seu sucesso? Com que idade, com que família, com que escola, acontece essa percepção? Quem é o disparador desse processo?
Daqui da frente, onde me encontro, observando seus comportamentos, assisto a alguns vivendo de migalhas, desde cedo em salas de aulas. São estes, que apenas transitam em salas de aulas, que se sentindo melhores que outros, discriminam os “sem salas de aulas” dos trânsitos, como aqueles que não souberam agarrar suas oportunidades.
Qual dos dois abriu mão de suas oportunidades?
Emprestado de Quincas*, se “as batatas, aos vencedores”: “os limões aos perdedores”. Queremos vender batatas, mas, pelo andar da carruagem, “vão faltar limões”.
Temos que buscar uma razão maior para estar em salas de aulas. O salário, como sabemos, não é o bastante. (Usei a palavra “bastante” por força do texto, não pelo salário)


Prof. José Carlos M. de Araújo.

* e com a contribuição do amigo professor Uanderson de literatura.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Pedra

O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil...
O empreendedor, usando-a, construiu...
O camponês, cansado da vida, dela fez assento...
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou...
Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas nas pessoas!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.Que no próximo ano todos nós possamos olhar "nossas pedras" de maneiras diferentes e assim fazer dos problemas grandes oportunidades de melhorias..