Pesquisar este blog

Powered By Blogger

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CÁLCULOS PRÉ-ELEITORAIS: PRESIDENTE E DEPUTADOS! O RJ COMO EXEMPLO!

              
1. Sempre que o candidato majoritário -a presidente, governador, prefeito de um partido- se destaca no primeiro turno de uma eleição, seu número engrossa os votos de legenda dos candidatos de seu partido ou de uma coligação desde que a chapa parlamentar junte os partidos coligados. Isso ocorre porque uma parte dos eleitores marca primeiro o número do majoritário quando está votando para deputado ou vereador. E termina votando na legenda.
                
2. Mas quando se faz uma coligação para presidente, governador, ou prefeito e não se reproduz essa coligação na proporcional, o número do partido do candidato majoritário beneficia a legenda de sua chapa parlamentar, mas não a dos partidos coligados. Um exemplo. Em 2008, o PSDB, o PPS e o PV se coligaram no Rio para prefeito, mas não para vereador.
                
3. O PV, que tinha o candidato a prefeito, que se destacou e foi para o segundo turno, teve 92.135 votos de legenda para vereador. O PSDB teve 15.877 votos de legenda. E o PPS 4.822 votos de legenda. Com isso, o PV elegeu um vereador com 5.201 votos e os últimos colocados do PSDB e do PPS tiveram 20.936 e 21.140 votos respectivamente.
                
4. Outro exemplo é quando a coligação majoritária se repete em parte ou no todo na proporcional e na proporcional há um puxador de legenda. Exemplo foi no Estado do Rio em 2006 com a coligação DEM-PV-PPS, com PPS dando o governador e onde PV e PPS também se coligaram para deputado federal. O resultado foi que o PV elegeu um só deputado federal e o PPS elegeu 3 deputados federais. Sendo que o deputado federal do PV teve mais que duas vezes as votações somadas dos deputados do PPS.
                
5. Em nível presidencial uma questão debatida é em relação a "palanque forte" na eleição de governador, para o PV num certo Estado.  A hipótese é que o PSB não lançará seu candidato. Nesse caso há que se analisar duas situações. Uma, o caso do candidato do PSDB poder vencer no primeiro turno. E a outra, não. Na primeira hipótese, suponha que o candidato do PSDB tenha 40% dos votos, a do PT 30% e a do PV 10%.
                
6. Se a estratégia eleitoral do PSDB é tentar vencer no primeiro turno, em qualquer situação de "palanque" regional para o PV, essa hipótese se afasta. Se -em função do "palanque", a candidata do PV cresce no Rio cinco pontos, mesmo que 70% destes ela tire da do PT, os 30% que tirar do PSDB afastam a hipótese de vitória no primeiro turno. Numa segunda situação, há um empate entre PSDB e PT e, portanto, o segundo turno está garantido. Nesse caso, o crescimento do PV, retirando hipoteticamente 70% do PT e 30% do PSDB, permitiria que o candidato do PSDB passasse para o segundo turno na frente. Mas se tiras mais do PSDB, a situação se inverte e a candidato do PT passa na frente.
                
7. Como todos sabem fazer contas, são esses raciocínios, no caso das eleições para deputado federal e para presidente, que orientarão as decisões relativas nas próximas semanas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário