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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

30 de novembro de 1980: Cartola, um vazio se fez no samba

Jornal do Brasil: 1º de dezembro de 1980 - Capa do Caderno B

"Ainda é cedo, amor.
 
Mal começaste
 
a conhecer a vida.
 
Já anuncias
 
a hora da partida,
 
sem saber mesmo
 
o rumo que irás tomar..."
 
Cartola


O mundo do samba silenciou-se. Angenor de Oliveira, o Cartola, morreu aos 72 anos, em decorrência de um câncer, doença contra a qual lutara nos últimos anos. Ao seu lado até o fim, estava sua companheira, Dona Zica.

Carioca do Catete, torcedor do tricolor das Laranjeiras, foi no Morro da Mangueira que Cartola viveu intensamente. Nem mesmo a dura rotina, trabalhando desde cedo como pedreiro e fazendo bicos para ganhar a vida, trouxe aspereza aos seus sentimentos ou inibiu o seu poder de criação. Ainda menino entrou para o mundo da música que o revelaria, mais tarde, como compositor e intérprete de grande sensibilidade e expressão. Fundador da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, para ela escolheu o nome e as cores verde e rosa.
 
Em uma de suas últimas entrevistas, declarou que gostaria de ser lembrado por três composições, que julgava as mais importantes em sua obra: As rosas não falam, O mundo é um moinho e O inverno do meu tempo".

Modesto desejo para quem se apaixonou pelo samba, fazendo dele o mensageiro de sua alma delicada. A riqueza musical de Cartola foi uma constante em seu mais de meio século de carreira, como versa o seu último samba: "... tudo é belo por onde passei..."

Assista abaixo a versão em vídeo:



No moinho do mundo
Para homenagear Cartola, Carlos Drummond de Andrade escreveu, no Jornal do Brasil, a crônica "No moinho do mundo": a história do homem simples que encantou por seu jeito de lidar com as situações da vida.

Cartola leu a homenagem no hospital e pediu que fixassem o jornal na parede de seu leito. A crônica foi publicada três dias antes de sua morte.

Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios

Cientistas rebatem rumores na internet; um deles diz receber cartas de crianças que cogitam se matar e menciona caso de pais que pensam em assassinar filhos por acreditar em rumores do apocalipse.

Da BBC
 
Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu 'desmentir' esses rumores na internet.

Nesta quarta-feira (28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.

Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.
Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.
Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios (Foto: AFP/Nasa)Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios (Foto: AFP/Nasa)

'Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio', afirmou Morrison.

'Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.'

Calendário maia

Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.

Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 1970. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.

'A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia', diz o site da Nasa.

Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os 'calendários de cozinha' chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente - 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.

A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar 'estejam se alinhando', como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.

'Não há base para essas afirmações', diz. 'Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu', diz o site da Nasa.

Brasil, ame-o ou deixe-o

Texto do Jornalista Gustavo Hofman da ESPN Brasil
 
Sempre que ouço Rolling Stones, Led Zeppelin, The Doors ou Pink Floyd vem a minha mente a ideia de ter nascido há algumas décadas. Nasci em 1981, mas sempre me pego pensando em como seria se tivesse crescido nos anos 1960 e 70. Curtiria ao máximo a efervescência do rock and roll e viveria a rebeldia de então. Mas sou brasileiro, com muito orgulho, e sei que nesse período houve uma das mais cruéis ditaduras do mundo no nosso país. Rapidamente fico contente por ter ido ao show dos Stones em Copacabana, ao do Roger Waters no Morumbi e a um do que restou dos Doors em Jaguariúna. Ainda preciso escutar Kashmir ao vivo. Raul Seixas, infelizmente, nunca terei a chance.

Não vivi a ditadura no Brasil. Quando nasci, esta já estava no fim, e quando comecei a compreender o mundo nosso país já esboçava uma democracia. Já fui bem mais ligado em política, admito. Valorizo demais a manifestação livre de ideias e ideais, o livre pensamento, a possibilidade de viver como quiser. O livre-arbítrio.

No entanto, nesta quinta-feira, me senti em uma máquina do tempo, só que sem o velho e bom rock and roll. Ao acompanhar pela televisão a apresentação de Luiz Felipe Scolari como novo técnico da Seleção Brasileira e Carlos Alberto Parreira como Coordenador, não voltei aos anos 1990 e 2000, quando os citados conquistaram Copas com o Brasil. Voltei a um período que não vivi, os anos de chumbo, quando não era permitido discordar.

Ao ouvir o discurso nacionalista do presidente da CBF, José Maria Marin, senti os pelos dos meus braços se arrepiarem de horror. Foi uma sensação terrível. Olhei para o meu filho de oito meses e fiquei feliz por saber que, quando ele tiver a minha idade, os resquícios da ditadura brasileira não estarão mais no poder.
O tom patriota, seguindo o velho estilo "Brasil, ame-o ou deixe-o", impregna o discurso. Torna todos que criticam a decisão pela demissão em "traidores da pátria". Quer impossibilitar a discordância de ideias diante do massacre popular. Não está conosco? Então é contra nós! Pensa diferente? Seu anti! Velha tática dos políticos da Aliança Renovadora Nacional, a ARENA, da qual Marin fazia parte. E muita gente ainda compra esse nacionalismo em pleno 2012. Isso não é torcer.

Marin iniciou sua carreira política nos anos 1960 como vereador em São Paulo pelo Partido de Representação Popular (PRP) - partido de extrema-direita, fundado por Plínio Salgado e inspirado em princípios fascistas. Anos depois, mudou-se para a ARENA junto com diversos companheiros e se elegeu deputado estadual em 1971, cargo que exerceu até 1979, quando se tornou vice-governador do estado, na chapa de Paulo Maluf.

Notabilizou-se por discursos inflamados contra a esquerda, à essa época já massacrada e perseguida pelos agentes do Deops, perto da Estação da Luz na capital paulista. Uma de suas falas mais notórias pode ser lida neste documento hospedado pelo UOL Esporte. Página 62, do Diário Oficial do Estado de 9 de outubro de 1975.

Em sessão com outra figura notória do esporte paulista, o falecido Wadih Helu, surgem contestações sobre o trabalho da TV Cultura, então com Vladimir Herzog como diretor de jornalismo, na cobertura de inaugurações da Sabesp em Capão Bonito. "Acusações" comunistas.

Após as críticas de Heluh, Marin pede a palavra e cobra do governo estadual providências sobre o jornalista que "vem verificando os fatos negativos, pois não se vê nada de positivo, apresenta apenas misérias, apresenta problemas, mas não apresenta soluções".

No final, bem eloquente pelas palavras aí descritas, Marin reforça que "é preciso mais do que nunca uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar não só nesta Casa. Mas, principalmente, nos lares paulistanos". O fim dessa história todos já conhecem.
Divulgação
Não se pode divergir...
Não se pode divergir...
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


Felipão é o novo técnico da seleção brasileira

Anúncio oficial deve ser feito amanhã pelo presidente da CBF José Maria Marin


Luiz Antônio Prósperi - O estado de S. Paulo
A seleção brasileira já tem um substituto para Mano Menezes. Luiz Felipe Scolari será o treinador do Brasil na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014. Felipão acerta apenas os últimos detalhes nesta quarta-feira com o presidente da CBF, José Maria Marin, para o anúncio oficial na quinta-feira, confirmando o que disse o dirigente durante evento no Itaquerão.
Empecilho para o acerto do técnico com a seleção foi solucionado: um nome de peso na coordenação - Werther Santana/AE
Werther Santana/AE
Empecilho para o acerto do técnico com a seleção foi solucionado: um nome de peso na coordenação

O último empecilho para o ex-treinador do Palmeiras aceitar o convite para voltar à seleção era a contratação de um nome de peso para ser coordenador da CBF. Carlos Alberto Parreira e José Carlos Brunoro são os cotados para o cargo depois da saída de Andrés Sanchez e da extinção da função de diretor de seleções.


Andrés entrega cargo, e Marin vai anunciar o técnico na quinta

Diretor pede demissão; Felipão é o mais cotado para o comando da seleção


Almir Leite e Paulo Favero - O Estado de S. Paulo
O dia promete ser agitado. Andrés Sanchez entregou oficialmente o cargo de diretor de seleções na manhã desta quarta-feira, Carlos Alberto Parreira e José Carlos Brunoro foram consultados para ocupar a função de coordenador e o substituto de Mano Menezes será anunciado nesta quinta-feira.
"Esperamos anunciar amanhã (quinta-feira) o nome do novo técnico da seleção", confirmou Marin, durante evento no Itaquerão. "O cargo de diretor de seleções está extinto e vamos criar o de coordenador", completou.
A saída de Andrés era uma questão de tempo. O ex-presidente do Corinthians se rebelou contra o presidente José Maria Marin após não ser consultado sobre a demissão de Mano, anunciada na sexta-feira da semana passada.
A intenção do dirigente era deixar o cargo na última terça-feira, mas recuou, prometendo ficar no cargo até sábado, alegando que o Brasil ficaria sem um representante no sorteio da Copa das Confederações.
A declaração irritou Marin, que antecipou seu planejamento, e conversou com Parreira e Brunoro para ocupar esta nova função na CBF. Andrés então decidiu entregar uma carta na manhã desta quarta-feira, oficializando seu pedido de demissão.
Com um coordenador do quilate de Parreira ou Brunoro, o técnico será muito provavelmente Luiz Felipe Scolari. A contratação de um nome de peso era uma das condições de Felipão para aceitar voltar à seleção brasileira.
O nome do ex-treinador do Palmeiras é o preferido de Marin e do presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF, Marco Polo del Nero.
Apesar das negativas de Felipão ao ser questionado se já havia sido procurado pela CBF para ocupar o lugar de Mano, os contatos estão avançados. Não à toa, Marin promete anunciar nesta quinta-feira o nome do novo treinador.

Falha de segurança no Google Webmaster Tools permite roubo de contas

Sistema devolve o controle das contas de empresas aos seus donos originais, mesmo para ex-funcionários das companhias.
 
Falha de segurança no Google Webmaster Tools permite roubo de contas   (Fonte da imagem: Reprodução/Davis Naylor)

Um aviso dado no blog de David Naylor pode estar para deixar muitas empresas preocupadas. De acordo com ele, todas as contas antigas do Google Webmaster Tools – o serviço que controla a maneira como seu site é exibido nos resultados das buscas do Google – estão recebendo novos pedidos de verificação.
O que isso quer dizer? Simples: todos os donos originais das contas podem recuperar o acesso a elas, mesmo quando eles não deveriam. O resultado é que aquele empregado que tinha controle do Webmaster Tools de uma empresa, mas que foi demitido, não vai ter problemas para alterar links, redirecionar URLs ou mesmo desindexar todo o site, por exemplo.
E a situação só piora, segundo Naylor. Até mesmo o Google Analytics está sofrendo do mesmo problema, permitindo que muitas pessoas tenham acesso às informações sigilosas de empresas.

Empresas em perigo?

Até o momento, a Google não se pronunciou sobre a falha, nem parece ter tomado atitudes sobre o ocorrido. Porém, devemos esperar que o problema seja resolvido em breve – até lá, alguns donos de empresas vão torcer para que seus ex-funcionários não sejam vingativos.

Primeira lição da escola: deixar os pronomes pessoais de lado

Primeira lição da escola: deixar os pronomes pessoais de lado
 
Em uma pré-escola de cor ocre em uma rua na cidade velha de Estocolmo, as professoras evitam pronomes como "ele" e "ela", e preferem chamar seus 115 alunos simplesmente de "colegas". Referências masculinas e femininas são um tabu, geralmente substituídas pelo pronome "hen", uma palavra artificial sem gênero que a maioria dos suecos evita, mas que é popular em alguns círculos gays ou feministas.
Na pequena biblioteca, com suas almofadas espalhadas onde as crianças sentam para ouvir estórias, há alguns contos de fadas clássicos, como "Cinderela" ou "Branca de Neve", com seus estereótipos masculinos e femininos bem enfatizados, mas há muitas estórias que abordam pais solteiros, crianças adotadas ou casais homossexuais.
As meninas não são incentivadas a brincar de comidinha, e blocos de Lego não são considerados brincadeiras para meninos. E quando os garotos se machucam, as professoras são direcionadas a dar-lhes exatamente o mesmo conforto que dariam às garotas. Todos podem brincar com bonecas, e enquanto a maioria é anatomicamente correta, algumas também são negras.
A Suécia talvez seja tão conhecida por sua mentalidade igualitária como por suas almôndegas e pelos móveis Ikea. Mas essa pré-escola financiada pelos impostos dos contribuintes, conhecida como Nicolaigarden devido ao santo cuja capela já esteve no prédio de 300 anos de idade que a abriga, é talvez um dos exemplos mais interessantes de esforços do país para neutralizar as barreiras entre os gêneros e, teoricamente, consolidar oportunidades para homens e mulheres.
O que ensinam às crianças, afirmou a funcionária de uma galeria de arte Malin Egleson, enquanto apanhava sua filha Hanna, de 15 meses, na escola, "mostra que as meninas podem chorar, mas os meninos também".
"Foi por isso que a escolhemos", contou. "É muito importante começar quando ainda se é bem novo."
Preschool teacher Reza Moaf with Eric Eldros in Stockholm, Sweden, Nov. 7, 2012. A taxpayer-financed preschool, known as the Nicolaigarden, where teachers avoid the pronouns "him" and "her," is an example of the country’s efforts to blur gender lines and, theoretically, cement opportunities for both women and men.
Casper Hedberg/The New York Times

O modelo teve tanto sucesso que, dois anos atrás, três de suas professoras abriram uma filial, que tem hoje quase 40 crianças. Essa escola, chamada Egalia para sugerir igualdade, está localizada em uma casa projetada nos anos 60 no bairro Sodermalm da cidade.
O comprometimento que se tornou uma paixão para as professoras, começou com um empurrãozinho dos legisladores suecos, que em 1998 aprovaram uma lei exigindo que as escolas, incluindo as creches, garantissem oportunidades iguais para ambos os sexos.
Impulsionadas pela lei, as professoras da Nicolaigarden tomaram a iniciativa incomum de filmarem umas às outras, capturando o comportamento delas enquanto brincavam, comiam e faziam companhia para as crianças – dos bebês às crianças de 6 anos.
"Pudemos ver muitas diferenças, por exemplo, no cuidado com os garotos e com as garotas", contou Lotta Rajalin, que dirige esse centro e também outros três, que ela visita de bicicleta. "Se um garoto estivesse chorando por ter se machucado, ele recebia consolo, mas por um tempo muito menor, enquanto as meninas eram abraçadas e acalmadas por muito mais tempo", mostrou. "Com os garotos era mais: 'vamos lá, nem foi nada!'."
As filmagens, segundo ela, também mostraram funcionários da equipe conversando mais com as garotas do que com os garotos, o que poderia explicar as habilidades linguísticas superiores das garotas posteriormente. Se os garotos fossem violentos, era aceitável, Rajalin disse; uma garota que tentasse escalar uma árvore em uma excursão no interior seria repreendida.
O resultado, depois de muita discussão, foi um programa de sete pontos para alterar tais comportamentos. "Nós evitamos usar palavras como meninos e meninas, não por que sejam ruins, mais por que elas representam estereótipos", explicou Rajalin, de 53 anos. "Nós apenas usamos o nome da criança – Peter, Sally, – ou 'vamos lá, colegas!'." Alguns homens foram contratados na equipe só de mulheres. Com a Egalia, Nicolaigarden buscou e conseguiu obter um certificado de uma organização para gays e bissexuais, que diz que seus funcionários são sensíveis a seus problemas.
As críticas não demoraram a aparecer. "Há muitas cartas, e-mails, blogs", contou Rajalin. "Mas não há muitos argumentos, é basicamente raiva."
Uma crítica persistente tem sido Tanja Bergkvist, uma matemática da Universidade de Uppsala, cujo blog frequentemente ataca a "loucura dos sexos" da Suécia. Em um artigo para o jornal Svenska Dagbladet, ela questionava se as crianças não estariam sofrendo "lavagem cerebral por seus próprios pais já aos 3 meses de vida". Nos passeios, ela zombou, "o que eles fazem quando uma garota está pegando flores e um garoto colecionando pedras?".
Tais críticas, explicou Carl-Johan Norrman, de 36 anos, que trabalha na Nicolaigarden há 18 meses, "começam a partir de concepções erradas como a de que queremos transformar garotinhos em garotinhas. É um jogo de fofocas que acaba virando uma bola de neve".
Apesar de tais especulações, outras pessoas veem os esforços como algo peculiarmente nórdico e admirável.
"Acho que é bem 'sueco', é bacana", disse a londrina Camilla Flodin, de 29 anos, que mora em Estocolmo há dois anos e meio. A irmã de seu namorado fica irritada, segundo ela, se a filha ganha um presente que seja feminino demais.
Peter Rudberg, de 36 anos, um anestesista cujo filho de 3 anos, Hjalmar, é aluno do jardim de infância, chamou a abordagem neutra dos gêneros de "uma benção", embora, como muitos suecos, ele acredite que o país tenha superado esse problema. "Na Suécia moderna, a igualdade entre os sexos não é um problema", explicou. No entanto, ele fez um alerta contra os extremos, como "garotos estão proibidos de jogar jogos de garotos".
Na imensa prefeitura de tijolos de Estocolmo, o governo de coalizão moderado-conservador apoia totalmente a política de sexos.
"O importante é que as crianças, independentemente do sexo, tenham as mesmas oportunidades; é uma questão de liberdade", afirmou Lotta Edholm, a vice-prefeita responsável pelas escolas.
Por outro lado, ela ponderou, os pais sempre terão maior impacto no desenvolvimento dos filhos do que as creches ou escolas.
"Elas passam poucas horas por dia na pré-escola", observou Edholm, que tem um filho de 16 anos. "Na maior parte do tempo, as crianças estão em casa com os pais, e os valores que eles transmitem a elas tendem a ser os valores que elas adotam."
Com a época de Natal chegando, os suecos se preparam para o Festival de Santa Lucia, no dia 13 de dezembro, quando as crianças fazem procissões acompanhando Santa Lucia, tradicionalmente interpretada por uma adolescente com mantos brancos e uma coroa de velas acesas.
Mas será que um garoto poderia se passar por Lucia?
Na verdade, Edholm disse, nos últimos anos, em uma cidade fora de Estocolmo, um adolescente até tentou, mas foi rejeitado. Ao que parece, segundo ela, mulheres na Suécia moderna podem interpretar papéis masculinos mais facilmente do que vice versa.
"O interessante é que não há problemas para garotas se passarem pelo Papai Noel", ressaltou. "Mas para os garotos, há um problema em interpretar Lucia."

Da socialização enquanto ferramenta política

Da socialização enquanto ferramenta política
Nesta hora de divisão partidária reflexiva, com os norte-americanos frustrados pela aparente incapacidade de Washington resolver questões fiscais importantes, entre outras, surge uma pergunta inevitável: será que o presidente Barack Obama pode fazer alguma coisa para criar boa vontade suficiente para aprovar reformas duradouras?
Eis aqui uma proposta modesta, tirada da presidência de outro político e escritor, alto, bacana e cerebral: utilizar a Casa Branca e a companhia pessoal do presidente para tentar tecer conexões e aumentar a noção de propósito comum na capital dos Estados Unidos. Jantares com o presidente – ou café da manhã, almoço, cafezinho, drinques ou golfe – não criarão um Valhala bipartidário glorioso, mas a História sugere que ao menos um de nossos maiores presidentes dominou a arte de receber visando o efeito político.
Durante seus dois mandatos, na véspera de cada sessão do Congresso, o presidente Thomas Jefferson (1743-1826) alertava aos amigos que, no linguajar de hoje em dia, ele estava prestes a se desconectar. "Como o Congresso vai se reunir neste dia da semana, agora nós começamos a entrar no burburinho da preparação", ele escreveu a um familiar. "Quando começar, entre as ocupações do trabalho e as de anfitrião, devo me tornar um correspondente impontual."
Horas que Jefferson poderia ter dedicado a ver amigos em Washington ou a escrever cartas eram, ao contrário, consumidas por sua campanha razoavelmente constante de utilização de suas horas sociais – e, principalmente, à mesa de jantar – como forma de desbastar os encaixes políticos.
Para ele, a sociabilidade era essencial ao republicanismo. Homens que gostassem, respeitassem e desfrutassem a companhia uns dos outros estariam mais inclinados a cultivar os hábitos virtuosos que verdadeiramente possibilitariam aos cidadãos da nação se envolver na "busca da felicidade". Um homem afável em harmonia com os vizinhos teria maior probabilidade de compreender os mútuos sacrifícios de opinião necessários ao sucesso de uma república.
No final de 1801, a rotina de Jefferson em Washington se tornara aquilo descrito por ele como "um curso contínuo e uniforme". Ele começava o dia trabalhando na escrivaninha, cuidando da papelada e recebendo visitantes de manhã cedo ao meio-dia; isso lhe dava, a seu ver, "um intervalo de quatro horas para cavalgar, jantar e um pouquinho de espairecimento". Ao meio-dia ele tentava deixar a casa presidencial para cavalgar ou caminhar antes de voltar ao redor das 16h, quando se "envolvia com visitas". Ele vivia recebendo visitas, de forma elegante e com propósito. Os convidados ficavam novamente arrebatados por "suas maneiras gentis, francas e tranquilas".
As campanhas ao redor da mesa de Jefferson eram intensamente práticas. Ele acreditava na conversação constante entre o presidente e os legisladores, pois segundo escreveu, "se os membros souberem o que é importante a ser colocado numa mensagem pública, o governo torna-se de oportunidade e não de concepção". Em grande medida, a estratégia de Jefferson funcionou. Durante seu dois mandatos, de 1801 a 1809, escutou-se os oponentes reconhecerem que "os jantares do presidente os silenciaram" nos momentos em que estavam inclinados a votar contra o governo.
Seus dons de anfitrião também amaciaram os inimigos. O senador federalista William Plumer, de New Hampshire, começou a carreira em Washington com as previsíveis visões adversas a Jefferson. A princípio, Plumer desprezava Jefferson como o líder de um "governo impotente e fraco". Com o passar dos anos, sua opinião sobre o presidente, formada a portas fechadas, passou da hostilidade ao respeito. "Quanto mais examino a personalidade e conduta do Sr. Jefferson de forma crítica e imparcial, mais favorável me é sua integridade", escreveu o senador em 1806.
Todavia, Jefferson sabia ser implacável quanto ao uso do seu tempo limitado no poder. Para criar um ethos de civilidade suprapartidária, teria sido necessário trazer políticos de visões opostas sob sua égide. Jefferson tinha apenas quatro ou oito anos para deixar sua impressão sobre o país e não estava disposto a desperdiçar nenhuma das horas presidindo discussões, até mesmo as educadas, entre facções diferentes em sua mesa.
Então, ele escolheu utilizar o jantar na casa do presidente para colocar a si e a seu programa no centro das coisas. Ele pôs um fim às disposições mais formais comuns aos presidentes George Washington e John Adams, proibindo a disposição dos visitantes por precedência – ele preferia a "balbúrdia", a prática mais democrática de deixar os convidados escolherem onde sentar. A criação gentil da desordem no jantar ampliava sua própria força como interlocutor.
Jefferson não tinha encantos utópicos sobre a eficácia da arte de receber como ferramenta política. Ele sabia que os interesses terminariam se chocando; enquanto decorriam os anos na presidência, sua meta era a de atenuar as diferenças partidárias, não eliminá-las, pois a eliminação era impossível. Porém, como ele disse, "o terreno da liberdade deve ser ganho polegada a polegada". Assim é o terreno do governo, como podemos esperar que o presidente eleito perceba quando seu segundo mandato começar para valer.
(Jon Meacham é o autor de "Thomas Jefferson: The Art of Power".)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ferramentas de pedra encontradas na África mostram criatividade entre humanos primitivos

Ferramentas de pedra encontradas na África mostram criatividade entre humanos primitivos                   
Num abrigo de pedra na costa da África do Sul, cientistas encontraram uma série de avançadas ferramentas de pedra que contam parte da história da evolução da mente dos humanos primitivos há ao menos 71.000 anos.
Num abrigo de pedra na costa da África do Sul, cientistas encontraram uma série de avançadas ferramentas de pedra que contam parte da história da evolução da mente dos humanos primitivos há ao menos 71.000 anos.
A descoberta, apresentada na atual edição da revista Nature, dá peso à hipótese de que a África não foi o apenas o berço do Homo sapiens anatomicamente moderno, mas também da capacidade cognitiva de pensamento abstrato e criativo, além da concepção de tecnologias cada vez mais complexas associadas aos comportamentos modernos da humanidade.
O estudo descreve ferramentas de pedra chamadas de micrólitos, finas lâminas com apenas 2,5 centímetros de comprimento, que poderiam ser presas a hastes de madeira ou osso. Esses projéteis pontiagudos faziam parte de flechas lançadas com arcos ou, mais provavelmente, de dardos lançados com propulsores compostos por extensões de madeira utilizadas como alavancas para alcançar maiores velocidades e distâncias. Segundo os pesquisadores, essa tecnologia pode ter sido fundamental para o sucesso do Homo sapiens quando os seres humanos deixaram a África e entraram na Eurásia há cerca de 50.000 anos, encontrando Neandertais que se limitavam a atirar lanças simples.
As novas evidências parecem responder às críticas de alguns especialistas que afirmam que os antigos comportamentos humanos na África seriam isolados e de curta duração – um padrão "intermitente" de experimentação com pouca ou nenhuma continuidade ao longo do tempo e através das regiões. Entretanto, escavações de abrigos de pedra em Pinnacle Point, perto de Mossel Bay, a leste da Cidade do Cabo, mostram que a tecnologia das microlâminas durou mais de 11.000 anos, até cerca de 60.000 anos atrás. O estudo indica que a tecnologia também "costumava ser utilizada lado a lado com o tratamento a quente", um processo que dá forma a lâminas afiadas e duráveis e que existiu por quase 100.000 anos.
No artigo da revista Nature, os pesquisadores concluem que "os seres humanos primitivos da África do Sul possuíam a cognição necessária para desenvolver e transferir com grande precisão ambas as tecnologias".
In an undated handout photo, a reproduction of microlith-backed blade technique. Hunting tools from 71,000 years ago found in South Africa suggest modern humans with a well-developed capacity for abstract and creative thought and a grasp of complex technologies, a new study argues. (Benjamin Schoville via The New York Times) -- NO SALES; FOR EDITORIAL USE ONLY WITH STORY SLUGGED SCI ANCIENT TOOLS BY JOHN NOBLE WILFORD. ALL OTHER USE PROHIBITED.
In an undated handout photo, the inside of a Pinnacle Point excavation site in South Africa. Hunting tools from 71,000 years ago found in South Africa suggest modern humans with a well-developed capacity for abstract and creative thought and a grasp of complex technologies, a new study argues. (Erich Fisher via The New York Times) -- NO SALES; FOR EDITORIAL USE ONLY WITH STORY SLUGGED SCI ANCIENT TOOLS BY JOHN NOBLE WILFORD. ALL OTHER USE PROHIBITED.
Um dos autores, Curtis W. Marean, diretor de pesquisa e paleoantropologia do Instituto de Origens Humanas na Universidade Estadual do Arizona afirmou que "todas as vezes que escavamos um novo sítio arqueológico na África do Sul com a ajuda de técnicas avançadas de campo, descobrimos novos e surpreendentes resultados que tornam ainda mais antigas as evidências de comportamentos tipicamente humanos".
O principal autor do estudo foi Kyle S. Brown, especialista em ferramentas de pedra antigas associado à Universidade da Cidade do Cabo. Investigações iniciais mostram que a tecnologia dos micrólitos apareceu durante um curto período de tempo entre 65.000 e 60.000 anos atrás, desaparecendo logo em seguida. Essas finas lâminas só seriam encontradas em abundância em sítios arqueológicos de 20.000 anos.
Marean afirmou em entrevista por telefone que, ainda que alguns arqueólogos estejam céticos em relação ao papel africano no desenvolvimento dos comportamentos humanos modernos, há poucas evidências que apoiem a ideia de uma "explosão criativa" eurocêntrica, um conceito nascido a partir da descoberta de formas de arte rupestre e ferramentas complexas em sítios europeus do período paleolítico, comuns após a chegada dos humanos modernos à Europa.
"Noventa por cento dos cientistas sentem-se confortáveis com a ideia de que o ser humano moderno e a cognição humana tenham se desenvolvido na África", afirmou Marean. "Agora o assunto é diferente. Queremos saber se esses comportamentos surgiram antes de 71.000 anos atrás. O processo foi paulatino ou um evento abrupto? Essas pessoas já possuíam linguagem?"
Assim como muitos outros arqueólogos, Marean e sua equipe concentraram as investigações em cavernas e abrigos de pedra voltados para o Oceano Índico. Durante a era do gelo global que começou há 72.000 anos, muitos africanos deixaram o árido interior do continente em busca do litoral mais ao sul. Acesso a frutos do mar, plantas mais abundantes e recursos animais podem ter contribuído para o aumento das populações, encorajando o surgimento de avanços tecnológicos, afirmou Marean.
Os artefatos bem preservados em Pinnacle Point, coletados ao longo dos últimos 18 meses, levaram os pesquisadores a concluir que as tecnologias avançadas eram "precoces e duradouras na África". Outros arqueólogos que chegaram a diferentes conclusões podem ter sido enganados pela "pequena quantidade de sítios escavados", afirmam.
Richard G. Klein, paleoantropólogo da Universidade de Stanford que acredita em um surgimento mais repentino e recente do comportamento humano moderno há cerca de 50.000 anos, questionou a confiabilidade dos métodos de datação das ferramentas, destacando que "outra equipe já argumentou em favor de um período muito mais longo" para o surgimento da fabricação de ferramentas.
Segundo um e-mail enviado por Klein, "assim como muitos outros, o novo estudo demonstra que as evidências arqueológicas da origem do comportamento humano são controversas".
A hipótese de uma origem africana para o comportamento e a cognição humana modernos tem ganhado força ao longo dos últimos 10 ou 20 anos. Duas arqueólogas, Alison S. Brooks, da Universidade George Washington, e Sally McBrearty, da Universidade de Connecticut, foram as primeiras a publicarem análises do aumento de evidências de formas de arte e ornamentação que expressam a capacidade moderna de cognição e pensamento simbólico.
Em um comentário publicado junto ao artigo da Nature, McBrearty – que não participou da pesquisa – afirmou acreditar que a "capacidade cognitiva moderna tenha surgido junto com a anatomia moderna, e que vários aspectos da cultura humana surgiram gradualmente" ao longo dos milênios subsequentes.
McBrearty apoia cautelosamente a nova pesquisa realizada em Pinnacle Point, ligando o surgimento de tecnologias complexas à evolução do comportamento moderno na África. Segundo dela, as descobertas "ajudam a comprovar essa hipótese".

250 Postagens.

Com chuvas e trovoadas, conseguimos chegar a 250ª Postagem. Obrigado as mais de mil visitas, espero continuar com o Blog e melhorá-lo ainda mais, teremos novidades para 2013. Aguardem.
Um grande abraço a todos os leitores.

Luiz Paulo

Maurício de Sousa planeja lançar a Turma da Mônica adulta

FAMOSIDADES

Com 53 anos de existência e uma coleção invejável de fãs por todo o mundo, a Turma da Mônica marcou a infância de diferentes gerações de leitores. Para seu criador, o desenhista Maurício de Sousa, esse sucesso sempre foi esperado. “Muita coisa que está acontecendo hoje ou que já aconteceu foi planejada desde o inicio do projeto. Histórias no jornal, revistas diferenciadas e até o parque temático. Tudo foi planejado desde o início”, disse ele em entrevista.
O primeiro autor a criar uma personagem infantil soro-positiva, Maurício afirma que as produções infantis têm, não a obrigação, mas a necessidade de levar informação às crianças. “É praticamente uma necessidade do mercado. Temos que falar do que está acontecendo no mundo. Os jovens e crianças sabem muito mais do mundo do que nós sabíamos antigamente, então temos de retratar a realidade próxima à dela”.
Em 2010 o desenhista ousou ao lançar a “Turma da Mônica Jovem”, com histórias que contam as aventuras adolescentes dos famosos personagens. A decisão de “amadurecer” a turminha foi tomada após Maurício perceber que os gibis infantis já não atendiam a uma parcela expressiva do público pré-adolescente. “As crianças já estavam deixando de gostar de produções infantis. Pesquisei bastante e imitei o estilo do mangá japonês, com histórias em preto e branco, quadros maiores e desenhos com traços mais sofisticados, que era o que o público estava buscando”, disse.
“Os leitores sempre me pediam algumas histórias futuristas, que mostrassem os personagens mais velhos. Então senti que já havia um desejo do público por uma revista específica com a turma jovem”, disse ele.
A reação dos leitores, em geral, foi positiva, mas a indústria de licenciamento temeu a novidade. “Quem mais estranhou foi a indústria de produtos e merschandising. Eles questionavam: ‘por que vamos mexer no time se estamos vencendo?’. Mas eu sou inquieto, gosto de projetos novos, desafiadores. E eu tinha plena convicção de que uma revista não anularia a outra. Sempre soube que havia dois times bons para campos diferentes”. Segundo ele, a recepção dos leitores foi ótima. “Quem não gostou da ‘Turma Jovem’ voltou a comprar os gibis por desaforo”(risos).
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Não satisfeito com as dezenas de projetos e produtos que administra, Maurício busca novidades e já planeja uma graphic novel com a Turma da Mônica adulta, com os personagens casados, talvez com filhos. “Não penso em utilizar o estilo mangá, pois os adultos preferem o estilo clássico de quadrinhos”, disse ele, revelando também o desejo de contar com a colaboração de desenhistas internacionais, que trabalhem com os personagens da turma, mas dando um tratamento diferente.
O sucesso estrondoso das novas histórias da turma da Rua dos Limoeiros transformou as revistas da “Turma da Mônica Jovem” nas mais vendidas da editora e nas revistas do gênero mais vendidas no ocidente - a edição que mostra o casamento de Mônica e Cebolinha, por exemplo, vendeu mais de 500 mil exemplares. A história já é uma das preferidas do autor. “A história foi muito bem contada, mostrando uma realidade futura, possível e desejada. Isso me abriu os olhos para a turma da Mônica adulta”.
Deixando de lado a falsa modéstia, Maurício se mostrou muito orgulhoso de seu trabalho. “Nem todo artista consegue manter um personagem de 53 anos com tanta força no mercado”. Ele também nega que o interesse das crianças por gibis tenha diminuído na última década. “Nossos números continuam vendendo aos milhões. Não sinto essa diminuição. A demanda tem, inclusive, aumentado, principalmente das revistas com mais conteúdo, desenhos mais sofisticados e adaptações de romances famosos”, explicou.
Apesar disso, ele rejeita a ideia de que tudo em que toca vira sucesso. “Eu não gosto muito dessa alcunha de Midas. Tenho vários planos na minha gavetinha que sei que não se sustentariam no mercado. Como sempre li gibi, vou estudando e tateando, sempre com muito cuidado, até decidir lançar um projeto. Quando começo algo novo, é porque tenho certeza de que vai ser um sucesso. Ele tem que, pelo menos, se pagar com algum lucro”, afirmou.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

♪ ...Branco, se você soubesse o valor que o preto tem. Tu tomavas banho de piche, branco e, ficava negrão também... ♪ 

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.

♪ ...Branco, se você soubesse o valor que o preto tem. Tu tomavas banho de piche, branco e, ficava negrão também... ♪

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.


domingo, 18 de novembro de 2012

007 - Operação Skyfall torna-se o filme 2D mais rentável da história no Reino Unido

007 - Operação Skyfall torna-se o filme 2D mais rentável da história no Reino Unido
Filme mais recente de James Bond tem a melhor bilheteria 2D da história do Reino Unido.
A Sony comunicou que o último longa de James Bond, Operação Skyfall, tornou-se o filme em 2D mais rentável da história do Reino Unido, tirando o lugar de Titanic, de 1979.

O longa, que estreou por lá no dia 26 de outubro, chegou a US$117,8 milhões, superando os US$109 milhões do Titanic que estreou no final da década de 70 e ocupava o primeiro lugar. Isso coloca Bond mais perto de Avatar, que fez US$149 milhões em 2009, valor que aumentou muito por causa do preço dos ingressos da exibição em 3D.

Recentemente, Skyfall passou Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2 como o filme mais visto em uma semana no país. No mundo, Skyfall já chegou a US$531 milhões, sendo US$430 milhões vindo de fora dos Estados Unidos.

Isso prova que o povo britânico continua gostando e pagando pra ver as aventuras do agente secreto mais conhecido e antigo das telas de cinema.

O Hobbit: Ian MacKellen chorou de frustração no set

O Hobbit: Ian MacKellen chorou de frustração no set                             
Ator teve que atuar sozinho e não gostou.
 
Ian MacKellen contou que chegou a chorar de frustração no set de gravação de O Hobbit por ser obrigado a atuar sozinho contra um fundo verde, segundo o site NME.

Para o ator foi tão difícil se adaptar com o set que chegou a fazer birra durante as gravações. "Para conseguirmos gravar os anões e um Gandalf muito maior do que eles, nós não poderíamos gravar juntos. Tudo que eu tinha como companhia eram, 13 fotos dos anões com uma luz em cima. A luz se acendia em cima do anão que iria falar naquela hora e eu tinha que falar olhando para ele. Fingir que vocês está com 13 pessoas quando se está sozinho testa suas habilidades ao limite".

"Eu chorei mesmo. Chorei e então eu disse: 'Isto não é o motivo pelo qual me tornei um ator'. Infelizmente o microfone estava ligado e todo mundo no estúdio ouviu o que eu falei".

O Hobbit
estreia no Brasil no dia 14 de dezembro de 2012.

Estiagem acelerou declínio dos maias

Estiagem acelerou declínio dos maias        
O declínio rápido da civilização maia – que ocupou a maior parte do território onde ficam atualmente o México e a América Central – intriga os cientistas há bastante tempo. Não foi encontrada uma explicação clara para o aparente colapso dessa sociedade – conhecida pelo sistema de calendário sofisticado e pela construção de pirâmides – ocorrido entre 800 e 1000 D.C.
O declínio rápido da civilização maia – que ocupou a maior parte do território onde ficam atualmente o México e a América Central – intriga os cientistas há bastante tempo. Não foi encontrada uma explicação clara para o aparente colapso dessa sociedade – conhecida pelo sistema de calendário sofisticado e pela construção de pirâmides – ocorrido entre 800 e 1000 D.C.
Um estudo recente, publicado na revista Science, sugere que mudanças extremas nas condições climáticas foram as causadoras da derrocada dessa civilização.
Após analisar estalagmites de 2 mil anos de uma caverna no sul de Belize e estudar registros arqueológicos, Douglas Kennett, especialista em paleoclimatologia da Universidade do Estado da Pensilvânia, em University Park, e seus colegas afirmam que padrões de chuva incomuns criaram condições para a destruição da população maia. Outros pesquisadores propuseram que o clima seco tinha acelerado o colapso dos maias, mas dados mais recentes fornecem um dos registros de precipitações mais completos e detalhados do centro geográfico do território maia.
A equipe calculou as precipitações que ocorreram nas planícies maias no passado por meio da medição dos isótopos de oxigênio presentes nas estalagmites, provenientes da água de chuva que se infiltrou ao cair sobre o solo na parte superior da caverna. Os níveis de precipitação foram associados a datas específicas por meio do cálculo da porcentagem de isótopos radioativos presentes nas estalagmites.
"Estamos falando de uma história complexa e não descobrimos todos os detalhes até o momento." Ele sugere que o aumento incomum da pluviosidade levou a um rápido crescimento populacional entre 440 e 660 D.C. As estalagmites também revelaram um clima seco prolongado entre 660 e 1000 D.C., associado a um período de instabilidade política – refletido na rápida multiplicação dos monumentos de pedra datados, erigidos por diferentes governantes.
"Eu acredito que uma das maiores contribuições desse estudo é a grande precisão de datação dos registros", afirmou David Hodell, especialista em paleoclimatologia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que apresentou alguns dos dados iniciais que apoiam a teoria de que a mudança climática foi um fator de declínio da civilização maia. Ele ficou impressionado com as margens de erro de 1 a 17 anos obtidas por Kennett – as datações por carbono anteriores tinham margem de erro de 100 anos.

Um espécime modelo

Muitos arqueólogos afirmam que o colapso da civilização maia ocorreu ao longo de cem anos e derrubou diversas cidades-estado que ocupavam uma região geográfica extensa. "Seria um pouco arriscado afirmar que esse registro é o elemento decisivo da mudança climática de todo o mundo maia", afirma Jason Yaeger, arqueólogo da Universidade do Texas, em San Antonio. Ele chamou o trabalho de "um avanço importante" para estimular a realização de projetos semelhantes em diversos locais da região como um todo.
"Estou convencido de que a seca teve alguma relação com o ocorrido", afirma David Webster, antropólogo da Universidade do Estado da Pensilvânia, que não participou do estudo. Contudo, ele afirma que a precipitação relativa, deduzida com o uso das estalagmites, também deve ser ajustada ao registro de precipitações atual, o qual está disponível na parte recente das estalagmites.
David Stahle, especialista em paleoclimatologia da Universidade de Arkansas, em Fayetteville, diz que as estalagmites representam um registro climático "impressionante", mas está cético em relação à associação entre mudança climática e registros culturais realizada pela equipe. Além disso, ele afirma que o estudo pode ter implicações importantes no desenvolvimento de modelos climáticos, uma vez que ele contribui com as evidências crescentes de que uma estiagem severa – muito superior àquela experimentada nos tempos atuais – pode ter ocorrido mais de mil anos atrás.
"É necessário que expliquemos isso", afirma Stahle. "A mudança climática antropogênica fará com que esse padrão climático retorne?"

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Novo Megaupload já está no ar novamente

Domínio agora está hospedado na Nova Zelândia, mas site começa a funcionar pra valer em 19 de janeiro.
 
Por Wikerson Landim em 12 de Novembro de 2012

Novo Megaupload já está no ar novamente 
(Fonte da imagem: Reprodução/Mega)

Kim Dotcom havia escolhido o Gabão para hospedar a mais nova versão do site Megaupload, mas sua iniciativa não ficou no ar por muito tempo. O governo do país não quis nem esperar para ver que tipo de conteúdo o site ia ter e determinou a retirada imediata do ar. Segundo o ministro das Comunicações do país, Balise Louembe, a medida foi tomada como forma de proteção aos direitos de propriedade intelectual.
Kim Dotcom, o criador do site, culpou os Estados Unidos pela nova derrota, mas não perdeu muito tempo. A partir de agora o site está registrado no domínio mega.co.nz, na Nova Zelândia. Assim, ao acessar o endereço me.ga, o visitante é automaticamente redirecionado para a nova página.

Site ainda não foi lançado

Embora esteja no ar, o site ainda não foi oficialmente lançado e, por conta disso, não está funcionando. O novo Mega deve estar disponível com todos os seus recursos a partir do dia 19 de janeiro de 2013.

Nasa está criando a Internet Interplanetária

Saiba como a comunicação poderia ligar um smartphone na terra com um robô no espaço.
Por Caroline Hecke em 12 de Novembro de 2012
Nasa está criando a Internet Interplanetária 

Você já pensou como seria possível dirigir um robô de LEGO na Terra a partir da Estação Espacial Internacional? A resposta mais óbvia seria usando a internet, no entanto, não é tão simples assim obter um sinal de Wi-Fi na mais baixa órbita Terra e é por isso que a Nasa vem desenvolvendo o que eles chamam de Internet Interplanetária.
O projeto foi batizado oficialmente como Rede Tolerante a Interrupção (ou Disruption Tolerant Networking  - DTN) e consiste em um protocolo de comunicação que permite que futuras tripulações de missões espaciais possam se comunicar com a Terra com uma facilidade incrível.
Segundo Badri Younes, vice-administrador adjunto na área de comunicações da Nasa, a equipe já conseguiu o primeiro passo descrito no inicio desde artigo: "os testes mostraram a viabilidade da utilização de uma nova infraestrutura de comunicações ao enviar comandos para um robô em Terra a partir de uma nave espacial em órbita , além de receber de volta imagens e dados enviados pelo robô”.
Ainda segundo Younes, o sistema testado atualmente pode ser transformado, em breve, na principal forma de comunicação entre pessoas dentro de uma nave espacial em órbita em Marte, por exemplo, para controlar com facilidade robôs em superfície.
A façanha, capaz de mudar a forma como é feita a exploração espacial, foi criada a partir de uma arquitetura de dados que não está muito distante do Protocolo de Internet usado na Terra, no entanto, o sistema traz taxas de erro muito menores ao não assumir uma única conexão “inquebrável”, mas sim, armazenando dados transmitidos automaticamente em cada “nó”, até que a próxima etapa esteja disponível.
Sendo assim, ao criar uma conexão da Terra com qualquer outro astro, os dados não seriam enviados como são atualmente, em uma só vez, mas com o lançamento de informações em diversas etapas, passando da Terra para satélites em órbita, até chegar ao destino final. Estes “nós” criariam a Rede Interplanetária.
Adrian Hooke, gerente do projeto na Nasa, ainda diz que os atrasos causados por interrupções no trajeto de comunicação serão praticamente extintos, pois “os pacotes de dados não são descartados com as interrupções, mas somente armazenados até que haja uma nova possibilidade de transmissão”.